São Vicente: Gabinete de operacionalização do CIN promete transformar Cabo Verde num país plataforma – coordenador

Mindelo, 22 Abril (Inforpress) – O gabinete de operacionalização do Centro Internacional de Negócios (CIN) tomou posse na tarde desta segunda-feira, no Mindelo, com a promessa de tornar Cabo Verde num país plataforma no atlântico, conforme garantiu o seu coordenador, José Almada.

Com a visão de que Cabo Verde precisa “acelerar o passo” para alcançar o almejado crescimento, José Almada considerou que o CIN é um “bom exemplo” disso, uma vez que mesmo criado pelo decreto-lei de 2011 só agora ganha um conselho de administração (CA).

Mas agora, segundo a mesma fonte, o CIN “consubstancia de forma coerente” o lema do Plano Estratégico de Desenvolvimento (PED) de colocar Cabo Verde como país plataforma do atlântico médio.

Contudo, disse que o actual CIN é “diferente” da versão criada em 2011, a que foram introduzidas “alterações importantes” do ponto de vista estratégico.

“O CIN deixa de ser um centro virado apenas para a indústria, passando a acolher a logística, comércio, lojas francas, lojas tax free, designadamente nos aeroportos e sobretudo nos portos e ainda vertente de prestação de serviços”, elucidou o coordenador deste centro, que conta com mais dois administradores não executivos, que tomaram posse na tarde desta segunda-feira, no Mindelo.

Conforme José Almada, entre outras mudanças, o CIN passa a marcar todo o território nacional, permitindo a possibilidade de todos os municípios terem parques industriais, comerciais ou de prestação de serviço.

“Outra alteração de relevo é que os parques podem ser ou de iniciativa privada ou municipal”, salientou, indicando que Cabo Verde só será um país plataforma se for também um país de homens e mulheres de negócios, que sejam valorizados.

“Vamos trabalhar abnegadamente e com foco nos resultados, que é de transformar o CIN Cabo Verde num centro de negócio transatlântico”, prometeu este responsável, adiantando ainda não haver tempo determinado para o mandato do gabinete de operacionalização e nem um cronograma para execução das actividades.

O Centro Internacional de Negócios conta ainda com dois administradores não executivos. Belarmino Lucas e Miguel Baptista, que foram empossados hoje pelo vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, que considerou ser “obrigação” do Governo criar novas oportunidades para os jovens cabo-verdianos.

Algo que, segundo este governante, só será possível se se conseguir atrair empresas, com resultados para produção e exportação.

“É esta a missão e a obrigação do Centro Internacional de Negócios, porque nós temos que diversificar a economia cabo-verdiana e estamos nesta empreitada”, advogou, exemplificando com o hub aéreo do Sal e ainda os incentivos fiscais para atrair pequenas, médias e grandes empresas e assim permitir a criação de empregos.

Neste sentido, asseverou, a questão do tempo mostra-se “muito importante” e é neste sentido, que se pede celeridade nos processos decisórios, para os quais definiu-se 15 dias para desembaraçar as de actividades turísticas e o máximo de 30 dias para os investimentos externos.

“Não há outra forma de melhorarmos a qualidade de vida dos nossos cidadãos, sem empresas, sem empregos e sem rendimentos”, lançou Olavo Correia, que assegura estar “mais de 300 milhões de euros em pipeline” para projectos de investimento privado em São Vicente.

“Temos todos, Governo, câmara municipal e sector privado de trabalhar para que os privados possam investir nos transportes, na indústria, economia marítima, portos e aeroportos”, concretizou, adiantando que “não é o Estado quem vai criar um futuro melhor para as ilhas, mas sim, cabe-lhe o dever de criar as condições para que este futuro seja garantido”.

LN/FP

Inforpress/Fim

 

 

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos