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São Vicente: “Futuro de Cabo Verde passa necessariamente pelo mar” –  Presidente da República (c/áudio)

Mindelo, 16 Mai (Inforpress) – O Presidente da República enalteceu hoje, no Mindelo, o “empenho, o interesse e a paixão” dos técnicos do centro oceanográfico do Mindelo no seu trabalho “relacionado com o futuro de Cabo Verde”, que “passa necessariamente pelo mar”.

Jorge Carlos Fonseca, em declarações à imprensa no final de uma visita, ao início da tarde de hoje, ao Centro Oceanográfico do Mindelo (OSCM, na sigla em inglês), concretizou que se tratou de uma “espécie de visita ao futuro” porque, lembrou, o país tem o projecto de que a economia do arquipélago no futuro “terá a ver com o mar”.

Aliás, explicou que na sequência da visita recente que fez à Alemanha nasceu o interesse  em conhecer o OSCM e perceber que tipo de serviço é que presta, ter uma ideia da dimensão do centro e da colaboração com o Instituto Nacional do Desenvolvimento das Pescas (INDP).

“Vou bem impressionado com o trabalho que se faz quer nos laboratórios do INDP, quer no OSCM, pois estamos perante uma instituição com alguma densidade tecnológica, com gente com muita formação”, ajuntou, sem esquecer, precisou, que há “muita articulação com instituições congéneres”.

“Há um empenho, interesse e paixão por este trabalho, que tem a ver com o futuro da economia de Cabo Verde, ou seja, o futuro de Cabo Verde, que passa necessariamente pelo mar, o que temos mais”, reforçou o chefe de Estado.

Acompanhado pelo secretário de Estado-adjunto da Economia Marítima, Paulo Veiga, à imprensa, o Presidente da República deu conta da necessidade de o país se apetrechar, habilitar e desenvolver as instituições, centros e equipamento, para além da formação, nas áreas que tem a ver com mar, como as pescas, protecção dos recursos marinhos, protecção do ambiente, biodiversidade, investigação oceanográfica e prestação de serviço nessas áreas.

“Isto implica investimentos, recursos e formação e é foi por isso que, na Alemanha, insistimos muito nesses aspectos e há grandes possibilidades de formação, seja ela superior ou universitária clássica, seja no âmbito das empresas”, considerou Jorge Carlos Fonseca.

“Mas sobretudo manter esta cooperação cada vez mais forte, mais dinâmica e alargada com a Alemanha”, concluiu.

O centro oceanográfico, edifício multi-uso que se desenvolve numa área de 1.700 metros quadrados, é uma infra-estrutura de investigação oceanográfica e atmosférica e de logística de preparação de campanhas e estudos do oceano e da atmosfera na região do Oceano Atlântico.

Aberto à comunidade científica mundial, oferece oficinas, espaços para trabalho, escritórios, três laboratórios universais, um dos quais molhado, salas de conferência e armazéns específicos para conservação de amostras, consoante as suas propriedades biológicas, físicas e químicas, para cientistas e peritos desenvolverem as suas campanhas de investigação.

A parte central do centro, que se localiza nas proximidades do INDP, na Cova de Inglesa (São Vicente), é ocupada por um amplo hangar que serve de espaço técnico para a manutenção e preparação dos equipamentos utilizados nas prospecções e recolhas de amostras no oceano.

O OSCM é um dos “principais resultados” da “longa cooperação” científica existente entre Cabo Verde e a Alemanha, potenciada pelos institutos INDP e Geomar, que se iniciou em 2004.

O equipamento do OSCM foi financiado maioritariamente pelo Ministério Federal da Investigação e Educação da Alemanha, com “importante contribuição” do Governo de Cabo Verde e da Câmara Municipal de São Vicente, que cedeu o terreno para a sua construção.

O OSCM é gerido pelos institutos INDP (Cabo Verde) e Geomar (Alemanha).

AA/ZS

Inforpress/Fim

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