São Vicente: Fundo do Ambiente financia projectos de empresas privadas e de ONG no valor de mais de 71 mil contos

Mindelo, 31 Out (Inforpress) – O Fundo do Ambiente (FA), associações da sociedade civil e  empresas privadas assinaram hoje, no Mindelo, contratos programas para financiamento de 20 projectos que rondam os 71 mil contos, para protecção e combate à degradação ambiental.

A selecção destes 20 projectos, de um total de 140 recebidos a nível nacional, constitui, por um lado, segundo o presidente do conselho de administração do FA, Mário Moreira, uma via para a participação e contribuição da sociedade civil organizada e do sector empresarial privado no “grande desígnio nacional”, que é combater a degradação e protecção ambiental.

Por outro lado, segundo a mesma fonte, mostra-se uma forma, que o Governo encontrou para “facilitar” essa contribuição das Organizações Não Governamentais (ONG) e empresas, e que agora estão materializadas nesse financiamento.

São cerca de 71 mil contos (71.310. 855 escudos) para projectos no domínio de restauração do ambiente rural e peri-urbano, conservação da natureza, informação e educação ambiental, que, por causa da “descontinuidade territorial” foram oficializados hoje com as assinaturas de contratos-programas com instituições de São Vicente e Santo Antão.

O acto contou com a participação do ministro de Agricultura, Gilberto Silva, de visita a São Vicente, que assegurou que os 20 projectos foram selecionados com base em “concurso com critérios claros” e nas directivas da administração do ambiente, que definiu as prioridades.

“Estamos aqui a demostrar, que afinal é possível trazer transparência na gestão deste importante recurso, e efectividade já, que os projectos têm mérito”, lançou o governante, para quem esses projectos vão, seguramente, trazer “melhorias no estado do ambiente”, como também “elevar” a consciência ambiental em Cabo Verde.

“Isto aqui é um ganho se compararmos com a gestão deste importante recurso a bem pouco tempo”, reforçou Gilberto Silva, adiantando que vai haver “acompanhamento forte e adequado” do andamento dos projectos através do FA, mas também através das delegações do Ministério da Agricultura e Ambiente e das câmaras municipais nas diversas ilhas.

O FA, conforme Mário Moreira, possui uma carteira de financiamento, que ronda os 600 mil contos, em que 60 por cento (%) são destinados às câmaras municipais, 30 por cento (%) à administração central e 10 por cento (%) às ONG e empresas privadas.

No caso concreto de São Vicente, assinou-se um contrato de quatro anos, num montante de 148 mil contos, para o financiamento de sete projectos, de empresas e instituições como a Prodsol Lda, Associação Garça Vermelha, Associação e Biólogos, entre outras.

O evento contou da agenda de visita do ministro de Agricultura e Ambiente à São Vicente, que durante esta manhã visitou ainda o parque auto da câmara municipal para se inteirar de “ganhos concretos” dos investimentos do FA na aquisição de dois carros de recolha de lixo e um carro-bomba.

Mas antes disso, reuniu-se com o edil Augusto Oliveira, que entre outros assuntos abordados, falou-se sobre a situação da lixeira, que, conforme o ministro, ainda se está a estudar algumas soluções.

Gilberto Silva deslocou-se ainda, na manhã de hoje, ao local de extração de inertes no Lazareto, e na parte de tarde visitará dois furos equipados com sistemas fotovoltaicos em Ribeira de Vinha e Madeiral.

LN/FP

Inforpress/Fim

 

 

 

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