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São Vicente: Fundação MAVA “satisfeita” com avaliação feita ao trabalho de protecção das aves marinhas de Cabo Verde – directora

Mindelo, 06 Jun (Inforpress) – A directora da Fundação suíça MAVA disse estar “satisfeita”, embora admita alguns desafios, com a primeira fase do trabalho de conservação das aves marinhas de Cabo Verde, que está sob avaliação por estes dias no Mindelo.

Charlotte Karibuhoye falava nesta manhã à Inforpress e à TCV, como responsável da Comissão de Coordenação e de Avaliação Intercalar da Estratégia do MAVA, quanto ao financiamento de projectos ligados às aves marinhas de Cabo Verde, em andamento desde 2016 e que termina esta primeira fase em 2020.

Então, segundo a mesma fonte, antes de se pensar numa segunda fase, mostrou-se ser preciso fazer a avaliação deste projecto, financiado até agora num montante de 1,9 milhões de euros, para se ver os “sucessos”, mas também as dificuldades.

Espera-se nesta reunião, que acontece num dos hotéis da cidade do Mindelo, desde o dia 04 até sexta-feira, 07, desenhar com todos os parceiros cabo-verdianos as prioridades e os ajustes do projecto.

“Ontem finalizamos a primeira parte da avaliação e devo dizer que a Fundação MAVA ficou muito satisfeita e os parceiros também ficaram satisfeitos, porque foi um trabalho de auto-avaliação e temos pessoas com bastante conhecimento e experiência neste domínio”, garantiu esta responsável, adiantando ter havido uma “melhoria tremenda” a nível de conhecimento destas espécies nos lugares onde há as maiores colónias.

Contudo, conforme a directora da fundação suíça, será preciso reforçar as acções de conservação na próxima fase e, inclusive, deve-se pensar nos aspectos legais da protecção e na gestão das áreas protegidas.

“Há alguns sucessos, mas também alguns desafios que temos que continuar a tratar na próxima fase”, considerou, referindo a esta nova etapa, que deverá acontecer a partir do início do próximo ano até Outubro de 2022, com financiamento de 1,2 milhões de euros.

Pelos resultados já vistos, disse Charlotte karibuhoye, há hipóteses de continuar, embora “seja preciso identificar as prioridades, uma vez que os recursos serão menores”.

Este financiamento que, segundo o director Nacional do Ambiente, Alexandre Rodrigues, Cabo Verde vai tentar manter.

“Estamos agora numa fase de avaliação, que está a correr bem, os primeiros inputs são extremamente positivos e vamos desenhar uma segunda proposta para submeter à MAVA para financiamento. Há todo um encorajamento que vamos conseguir”, lançou o responsável, que identificou como uma das primeiras prioridades, a serem vistas, a melhoria da fiscalização, com especial atenção para os ilhéus e a reserva de Santa Luzia.

A Fundação MAVA, criada em 1994 na Suíça, tem sido um dos principais financiadores de projectos no domínio da conservação e da biodiversidade na África Ocidental, na Suíça e nos países do mediterrâneo.

Em Cabo Verde tem financiado vários projectos, incluindo os para conservação das aves marinhas, que está sendo discutido, para protecção das tartarugas e está-se, conforme Charlotte Karibuhoye, a lançar as bases para projectos de redução dos impactos das infra-estruturas sobre áreas muito sensíveis, também sobre as ervas marinhas e pesquisas nas zonas costeiras e marinhas.

LN/ZS

Inforpress/Fim

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