São Vicente: Festival Oiá beneficia de financiamento do Ministério da Cultura pela primeira vez

Mindelo, 02 Set (Inforpress) – O Festival de Cinema Oiá vai receber um financiamento de 1.200 contos do Ministério da Cultura, pela primeira vez, e que poderá marcar um “momento decisivo” do próprio projecto e do cinema e audiovisual nacional.

Uma consideração feita pelo sócio-gerente do festival, Ednilson Almeida, mais conhecido por Tambla Almeida, na sequência da assinatura do protocolo, realizado na manhã de hoje, no Mindelo.

O projecto Oiá, segundo a mesma fonte, é fruto do trabalho de cineastas, produtores e de artistas nacionais e já fez um longo percurso, desde 2006, de ultrapassar “muitas dificuldades”, mas, também de “paixão pelo cinema”

E por isso, sublinhou, espera que a assinatura do protocolo, envolvendo o montante de 1.200 contos e dado pela primeira vez, através do Núcleo Nacional de Cinema – NuNaC, possa marcar um “momento decisivo” do próprio projecto e também do cinema e audiovisual em Cabo Verde.

“O projecto tem tentado e tem conseguido, de certa forma, resultados consistentes a nível da produção nacional. Não estamos como começamos em 2006, nem o projecto e nem Cabo Verde, melhoramos muito a nossa performance e maneira de actuar”, asseverou Tambla Almeida.

O responsável colocou acento tónico sobre a questão de formação, que, continua a ser um dos “principais pulmões” desse percurso e, daí, o apelo para mais apoios do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas para essa vertente formativa do festival.

Para a mesma fonte, “Cabo Verde tem estado a perder dinheiro e recursos ao não investir no sector de produção”.

Contudo, o ministro da Cultura, Abraão Vicente, assegurou que o actual financiamento foi conseguido através de fundos da cópia privada, e que permitiu assegurar montantes ao NuNac, mesmo núcleo, que, entretanto, teve de alargar o edital, lançado em Julho, devido a falta de concorrentes, neste momento somente dez.

“É fundamental que haja apresentação de propostas para que o fundo da NuNac seja entregue”, lançou Abraão Vicente, adiantando que no ano passado e agora financiaram outros projectos de outras áreas por falta de concorrentes do cinema.

Mas, o ministro disse terem colocado o festival na lista dos projectos a serem financiados pela “consistência” e por ser uma iniciativa da sociedade civil e garantiu que o montante vai passar a ser anual.

O montante deste ano, o maior a ser dado em 2022, conforme o ministro, será transferido imediatamente, “contando que em 2023 possa haver um aumento dessa verba”, sublinhou Abraão Vicente, que, entretanto, lamenta as dificuldades em ter verbas do Orçamento do Estado para a cultura.

O governante também reforçou a ideia de ser preciso montar estruturas para ajudar os produtores cabo-verdianos a terem acesso a editais internacionais, que são os que “têm verbas”.

No tocante à formação, Abraão Vicente lamentou o facto de a Escola Internacional de Arte do Mindelo (M_EIA) estar neste momento desactivada, quando deu um “novo olhar” a Cabo Verde nas áreas de cinema, design e outras.

A próxima edição do festival Oiá está marcado para o final do mês de Setembro, no Mindelo, e, conforme Tambla Almeida, já há “interesse e ansiedade” dos produtores para participarem.

LN/ZS

Inforpress/Fim

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