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São Vicente/Fazenda de Camarão: Promotor prevê produzir 46 toneladas de camarão este ano (c/áudio)

Mindelo, 08 Jul (Inforpress) – O promotor do projecto Fazenda de Camarão, em São Vicente, Nelson Atanásio dos Santos, disse hoje à Inforpress que a empresa prevê produzir 46 toneladas de camarão este ano, duplicando assim a produção em relação ao ano anterior.

“No passado produzimos 23 toneladas de camarão, mas acredito que, este ano, nós vamos ultrapassar a produção do ano anterior, ou produzir pelo menos o dobro”, afirmou Nelson Atanásio dos Santos, para quem Cabo Verde, no total, não chega a 30 toneladas de marisco entre lagostas e outras espécies.

Segundo o investidor, este projecto já provou que é viável, que é necessário ao País, e provou junto da população que os cabo-verdianos gostam de camarão. Mas, adiantou, falta o principal que é o financiamento.

Para Nelson Atanásio dos Santos, o cancelamento dos voos para São Vicente e a pandemia da covid-19 causaram “dificuldades enormes” ao projecto. Explicou que, inicialmente, importavam larvas para depois alimentar e criar em São Vicente, mas com o cancelamento dos voos proveniente de Boston, não conseguiram importar e tiveram que fazer a produção local.

“Essas larvas vinham dos Estados Unidos da América, concretamente de Boston. Mas, estamos há três anos a produzir larvas aqui. Cessaram os voos de fora para Mindelo, paramos por aí dois ou três meses, depois começamos a produzir larvas aqui. Claro que produzir já é outra coisa porque é quase que um novo projecto”, avançou o promotor.

Segundo Nelson Atanásio dos Santos outro entrave foi o problema de transportes regulares e constantes inter-ilhas, que dificultou em colocar o produto fora, principalmente na Praia, que é um grande mercado, na Boa Vista ou no Sal, que são ilhas turísticas e também no Fogo.

“Os barcos deixaram de passar em São Vicente com aquela regularidade que estava visto, os aviões acabaram em São Vicente, portanto nós tivemos que passar muito mal para tocar este projecto”, afirmou.

Além disso, adiantou, a pandemia da covid-19 “afectou imenso” o projecto, porque havia muitas coisas, principalmente a ração, que precisavam importar e que depois da doença não conseguiram.

 “O nosso camarão era importado com ração vindo de fora. Se não há barco, não há ração. Nós tivemos que fazer uma ração artesanal, que é farinha de milho ou soja com farinha de peixe de São Nicolau, que tem dado algum resultado, mas não é aquele resultado que era desejado”, lamentou.

Conforme o empresário, a Fazenda de Camarão previa a construção de um anexo de frio, mas, neste momento, pagam para congelar o produto no complexo de Cova de Inglesa. Tudo isto, clarificou, “faz com que o projecto esteja a andar e a produzir, mas não da forma como queriam e nem como devia ser”.

A Fazenda de Camarão surgiu em 2017, fruto de investimento de 600 mil contos e previa, na altura, produzir 250 a 350 toneladas/ano de camarão marinho em dez viveiros, numa área total de cerca de 28 hectares.

Neste momento, a empresa conta com 28 viveiros, dos quais apenas sete estão em funcionamento, porque, segundo Nelson Atanásio dos Santos, “não há dinheiro” para colocar os outros em funcionamento.

Actualmente, o projecto é desenvolvido por investidores/parceiros de Cabo Verde e do Brasil.

CD/CP

Inforpress/Fim

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