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São Vicente: FAO promete “total engajamento” para concretização da Economia Azul em Cabo Verde

 

Mindelo, 17 Jul (Inforpress) – O representante da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) em Cabo Verde garantiu hoje, a continuação do “apoio firme” ao arquipélago no seu esforço para tornar o Crescimento Azul no motor da economia cabo-verdiana.

Nono Rémy, que falava no Mindelo no acto de apresentação do ateliê de validação do plano de reconfiguração do sector marítimo cabo-verdiano, agradeceu o Governo de Cabo Verde pelo facto de se ter associado à FAO na formulação do projecto de cooperação técnica de reforma do quadro institucional do Ministério da Economia e do Emprego, visando preparar as instituições neste processo de ajuste e reforma para a transição para a Economia Azul.

“A FAO vai continuar a apoiar Cabo Verde firmemente nessa evolução colocando à disposição do país os importantes recursos e especialistas que tem na matéria”, concretizou Nono Rémy.

O responsável mostra-se ainda confiante em como os resultados deste projecto contribuirão para uma “reforma institucional eficaz” para que a transição aconteça e permita ao país continuar com um crescimento sustentável, capaz de “consolidar o desenvolvimento e o bem-estar” da sua comunidade.

A FAO lançou em 2013 a iniciativa Crescimento Azul que, actualmente, está sendo implementada em Cabo Verde.

Trata-se de uma abordagem que fomenta a utilização eficaz dos recursos marinhos, minimizando a degradação do ambiente e a perda da biodiversidade e maximizando as vantagens económicas e sociais, como base para melhorar as condições de vida da comunidade.

O crescimento azul estimula ainda o desenvolvimento equilibrado das cadeias de valor, das actividades económicas ligadas ao mar, favorecendo a geração de rendimentos, a luta contra a pobreza, a segurança alimentar e nutricional e a prosperidade inclusiva.

A economia azul abrange diversos sectores com potenciais sinergias entre eles, mas requer um quadro jurídico regulamentar e institucional integrado para a sua implementação.

Na sua intervenção na mesma cerimónia, o ministro da Economia e do Emprego, José Gonçalves, defendeu a dinâmica da Economia Azul, hoje por todo o mundo, e que vai ao encontro do objectivo do Governo para a organização do sector que se quer com “maior eficiência e eficácia” e “menos burocracia e custos de operação”.

O ministro apontou, assim, a feitura da lei orgânica do seu ministério e os projectos de implementação da Zona Económica Especial Marítima da China em Cabo Verde, a Escola do Mar e a reestruturação do sector dos transportes marítimos como sinais de eficácia e eficiência que o Governo deseja introduzir no domínio da economia marítima.

O ateliê de validação das propostas de reforma do quadro institucional do Ministério da Economia e do Emprego visando preparar as instituições neste processo de ajuste e reforma para a transição para a Economia Azul, é encerrado esta terça-feira, no Mindelo.

Os resultados do ateliê devem consagrar a investigação haliêutica como um dos “aspectos primordiais” do plano de reconfiguração do sector marítimo, cujo conhecimento dela resultante deve ser “efectivamente transformado” em desenvolvimento, dentro de um princípio segundo o qual esse mesmo desenvolvimento deve retroactivamente gerar recursos para alimentar essa investigação, segundo o porta-voz Aníbal Medina.

AA/FP

Inforpress/Fim

 

 

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