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São Vicente: Falta uma gestão humanizada dos professores por parte do Ministério da Educação – Sindep

Mindelo, 06 Out (Inforpress) – O Secretário Executivo Regional do Sindicato Nacional dos Professores (Sindep) em São Vicente, Nelson Cardoso, afirmou que o Ministério da Educação não tem feito uma gestão humanizada de forma a resolver os problemas e pendências da classe docente.

Nelson Cardoso, que falava à Imprensa à margem da assembleia de sócios e professores, realizado pelo Sindep, em São Vicente, em comemoração ao Dia Internacional do Professor, afirmou que os docentes têm sofrido, desde o ano lectivo passado, com um clima laboral “tenso”, de “muito stress”, com “situações de perseguição”, de “intimidação e até de assédio moral.”

Segundo o Secretário Executivo Regional do Sindep em São Vicente esta situação de “perseguição” aos professores também foi verificada logo no arranque do novo ano lectivo

“Esta situação laboral está a preocupar-nos, porque muitas vezes falta-nos uma gestão humanizada. Ou seja, os professores recebem ordem de serviço e indicações com base na intimidação e com base na pressão,” exemplificou o sindicalista, para quem esta é uma forma de “pressionar” os doentes, dando aos professores “muito trabalho” para “afastar a classe da sua condição de luta.”

Outra situação que causa descontentamento aos professores é a possibilidade da revisão do Estatuto do Profissional Docente que foi aprovado em 2015.

Para Nelson Cardoso, “ainda não é tempo suficiente” para se dizer se “o estatuto serve ou não”, pelo que se deve implementar este instrumento e depois analisar a necessidade de melhorias ou não.

“Se o ministério não está a cumprir o que está lá, isso quer dizer que se trata de algo que o ministério pode retirar a qualquer momento,” afirmou Nelson Cardoso, criticando o facto de o estatuto dizer que Governo deve prever verbas para fazer o concurso de evolução na carreira dos docentes, mas que o referido Governo não cumpre.

O líder do Sindep em São Vicente também informou que o Ministério da Educação não tem cumprido a mudança de nível na categoria dos professores, a cada três anos, tal como manda o estatuto.

Segundo Nelson Cardoso, os professores temem ainda alterações na idade de reforma, algo que já vem sendo ventilado desde 2015.

Os professores aposentados, acrescentou, estão descontentes porque receberam os respectivos subsídios com atraso e quando foram para a reforma o Ministério da Educação voltou a retirar esses mesmos subsídios.

“Estão a falar no cálculo da pensão que exige que a pensão seja calculada no salário dos últimos 24 meses. Isso não é culpa do professor, porque um professor que fez o seu pedido de subsídio em 2013 ou tinha o direito receber em 2010, se recebesse a tempo não tinha problema com a lei,” analisou o líder do Sindep em São Vicente, defendendo que neste caso quem deveria pagar é o Estado, que falhou, e não o professor.

Em jeito de conclusão, Nelson Cardoso garantiu que o sindicato e os professores não vão ficar parados.

“ Vamos agir porque tem que ter verbas para os professores no Orçamento 2019”, sintetizou.

CD/JMV

Inforpress/Fim

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