São Vicente: Ex-dirigentes da UNTC-CS apelam à secretária-geral para mandar suspender e adiar congresso (c/áudio)

Mindelo, 07 Mar (Inforpress) – Um grupo de ex-dirigentes da União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde – Central Sindical (UNTC-CS) pediu hoje à secretária-geral da união para “arrepiar caminho” e mandar suspender e adiar o congresso agendado para esta quarta-feira.

Do grupo que promoveu hoje, no Mindelo, uma conferência de imprensa, fazem parte o ex-secretário-geral da UNTC-CS, Júlio Ascensão Silva, a ex-secretário-geral adjunta, Filomena Araújo, e ex-dirigentes nacionais e locais como Joaquim Sena Silva, Kiki Lima, Eduardo Fortes, António Pio e José Pedro do Rosário, entre outros.

A porta-voz, Filomena Araújo, disse não entender a exclusão de sindicatos e seus membros natos do congresso de quarta-feira, 09, pelo que a actual liderança da UNTC-CS deve criar as condições “necessárias e indispensáveis” para a participação dos mesmos.

Só assim, continuou, o congresso será realizado com observância e nos termos dos estatutos da união sindical pelo que, caso não vier a ocorrer, aproveitou para alertar as autoridades para estarem atentas e seguirem de perto a desenrolar deste processo.

Todos, actualmente a residirem em São Vicente, são subscritores de um documento, na qualidade de ex-dirigentes da UNTC-CS, que vão enviar à direcção da união.

No mesmo, deixam claro que o congresso da união sindical, nos termos do seu estatuto, é constituído por delegados eleitos pelos sindicatos filiados e bem assim pelos membros natos, no caso os membros do conselho nacional, do conselho de disciplina e do conselho nacional fiscalizador de contas.

Acontece que, segundo Filomena Araújo, mais de dez sindicatos filiados na UNTC-CS, incluindo “todos os sindicatos filiados sediados em São Vicente”, esses “os mais antigos e fundadores da união”, foram “excluídos” e não vão participar no VII Congresso, marcado para quarta-feira, 09, na ilha de Santiago.

Para o grupo, o argumento das quotas de filiação à central em dívida “sempre existiu”, mas que foi “sempre resolvido”, com “bom-senso e através do diálogo”, no âmbito do Conselho Nacional da UNTC-CS, órgão máximo entre congressos, que é, precisou Filomena Araújo, onde esta questão “devia e deve ser discutida e resolvida”.

“Da nossa experiência e percurso enquanto dirigentes da UNTC-CS podemos afirmar que desde o seu primeiro congresso, em 1987, a central sindical nunca excluiu e nem deixou de fora qualquer um dos seus sindicatos filiados por causa da dívida ou não pagamento de quotas”, precisou a mesma fonte.

Por isso, finalizou Filomena Araújo, um congresso sem a participação de mais de dez sindicatos filiados “não pode e nem deve” ser considerado ou reconhecido como um congresso da UNTC-CS, pelo que pediu à secretária-geral para deixar de lado os “conflitos internos desnecessários e artificiais”, já que os tempos actuais “reclamam uma forte e urgente intervenção dos sindicatos”.


AA/CP

Inforpress/Fim 

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