São Vicente: Estudo confirma apetência para peixe fresco em Cabo Verde em relação aos produtos transformados (c/áudio)

Mindelo, 23 Set (Inforpress) – A administradora do Projecto Iniciativa de Pesca Costeira disse hoje que um estudo de mercado, concretizado no âmbito da componente do projecto sobre cadeia de valor, indicou que os cabo-verdianos preferem peixe fresco a produtos transformados.

Edelmira Carvalho falava à Inforpress à margem do ateliê de apresentação e validação dos estudos do projecto “Iniciativa Pesca Costeira”, que acontece até esta sexta-feira, 24, em São Vicente.

Segundo a responsável, o estudo de mercado traz algumas linhas que podem orientar futuros investimentos no sentido de dar valor acrescentado e de melhorar as condições de comercialização do pescado em Cabo Verde.

“O estudo indica claramente que há uma apetência para os produtos frescos em relação aos produtos transformados como salga, seca e mesmo em relação aos produtos já com alguma transformação ou refrigeração. O cabo-verdiano prefere o peixe fresco, o turista que vem cá também prefere o peixe fresco”, afirmou Edelmira Carvalho.

Ainda de acordo com a administradora do projecto, na componente ligado à ‘governança’ do sector das pescas, outro estudo indicou também a necessidade de melhorias no quadro legal.

“Vamos discutir com a administração das pescas uma componente legislativa para enquadrar a legislação das pescas no contexto regional e também internacional. Vamos apresentar também uma auditoria que foi feita ao quadro jurídico nacional para ver em que medida a nossa legislação está em conformidade com a legislação internacional, porque Cabo Verde, muitas vezes, ratifica acordos e convenções, mas, nem sempre são retomados na legislação nacional”, adiantou a mesma fonte.

Paralelamente ao ateliê, decorre em São Vicente o projecto Mecanismo Multi-Parceiro Flexível (FMM) – “Empoderamento das mulheres nos sistemas alimentares e capacidade locais e resiliência dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (SIDS) no sector agro-alimentar”.

Conforme a mesma fonte, este projecto serve para a recolha de dados e informações junto das diversas instituições e associações de pescadores e peixeiras para realizar uma análise específica sobre o género nas cadeias de valor de produtos de pesca, incluindo as necessidades de capacitação e acesso a tecnologias para melhorar o seu desempenho e as suas condições de vida.

O Projecto Iniciativa da Pesca Costeira está a ser implementado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) nas ilhas de São Vicente e Maio. É financiado, em cerca de 52 milhões de dólares, pelo Global Environment Facility (GEF), Convenção de Abidjan, Programa das Nações Unidas para o Ambiente, agências governamentais e outros parceiros e implementado para um período de quatro anos (Setembro 2018 – Maio 2022).

CD/AA

Inforpress/Fim

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