São Vicente: Estudioso da regionalização diz que estão reunidas as “condições básicas” para avançar com o processo

 

Mindelo, 03 Jul (Inforpress) – Ricardino Neves, engenheiro, que se apresenta como um estudioso/entusiasta da regionalização, considerou hoje, no Mindelo, que o país já tem reunidas as “condições básicas” para avançar com o processo, faltando apenas “alguns elementos complementares”

Ricardino Neves é o convidado da Universidade do Mindelo (Uni-Mindelo) para apresentar o tema “Estado de Arte da regionalização em Cabo Verde”, no âmbito do ciclo de conferências internacionais com o qual a universidade deu hoje, no Mindelo, o pontapé-de-saída das comemorações dos seus 15 anos de existência, que se celebra a 10 de Dezembro.

“Temos um Governo que tem esta vontade política, existe esse sentimento generalizado no país de que devemos evoluir para uma situação melhor, mesmo na Cidade da Praia, nossa capital, os cidadãos da cidade também desejam algo melhor”, precisou o orador, para quem há uma expectativa “muito clara” de mudança para melhor.

O conferencista, que vai abordar na tarde de hoje o que se tem passado no âmbito da regionalização em Cabo Verde e, ao mesmo tempo, perspectivar o que se pode esperar deste processo no futuro, sustentou que o modelo é aquele que o Governo propôs.

“A nós cidadãos, os defensores e a população em geral, cabe participar na sua discussão e procurar melhorar aquilo que é proposto”, considerou, reconhecendo, embora, que existem dificuldades para se concretizar as propostas, por força, sustentou, deste processo de 42 anos de independência com uma “lógica centralizadora quase que persistente e natural”, pelo que as coisas não se processam de forma automática.

“Os processos levam o seu tempo, mas estou optimista que a bem de Cabo Verde conseguiremos chegar lá, na corrente legislatura”, avançou.

Questionado sobre os recursos para se fazer a regionalização, Ricardino Neves considerou que a questão dos custos “é uma falsa questão”, porque na vida “tudo custa” e se se quiser “mudar alguma coisa”, vai custar.

“Mas para aqueles que se apegam à ideia dos custos eu perguntaria se como estamos actualmente não há um custo”, lançou, ajuntando que “vai custar, sim senhor” mas que tem a “firme convicção” de que os benefícios serão “claramente muito superiores” aos custos, que “hipoteticamente” tal possa representar.

“Neste momento temos um protagonista que é o Governo, que já avançou com uma proposta de lei da regionalização, simplesmente, como defensor da regionalização, penso que faltam alguns elementos complementares dessa vontade, nomeadamente uma acção mais consequente no sentido da divulgação daquilo que é a regionalização e seus benefícios”, concluiu Ricardino Neves.

AA/ZS

Inforpress/Fim

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