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São Vicente: Estivadores fazem manifestação pacífica com ameaça de paralisação da estiva no Porto Grande

Mindelo, 18 Dez (Inforpress) – O presidente do Sindicato de Indústria, Alimentação, Construção Civil e Afins (SIACSA) ameaçou hoje paralisar a estiva no Porto Grande do Mindelo, caso a Enapor “não entender a mensagem” dos estivadores com a manifestação pacífica de hoje.

Gilberto Lima falava minutos após a manifestação, que ele próprio reconheceu como  “pouco concorrida”, facto que ligou a “possível manipulação” dos responsáveis da empresa ao marcar a chamada da classe para as 07:30 e 08:30 de hoje, quando a manifestação estava agendada para às 08:00.

“Não vamos dramatizar esta questão da adesão, pois para o sindicato o importante é passar a mensagem de que algo não está bem no Porto Grande e na Enapor, em particular”, concretizou a mesma fonte, que aproveitou para pedir “mais dignidade e respeito” para com a classe de estiva que, sustentou, é aquela que “produz riqueza” na empresa,  mas que não está a ser “devidamente repartida”.

Gilberto Lima não indicou nem a data nem o tempo de duração de uma possível greve, assunto que vai ser analisado, como referiu, entre a classe e o sindicato que os representa.

Gilberto Lima é o porta-voz do “descontentamento” da classe face ao reajuste salarial de 2,2 por cento (%) e “exige” também  um subsídio de risco.

“O reajuste salarial de 2,2% não foi discutido com os sindicatos, o que é inadmissível, pois o que o Conselho de Concertação Social deu foi um aumento para a Administração Pública”, lançou a mesma fonte, que lembrou que a Enapor é uma empresa e deve negociar com os sindicatos para consensualizar um valor, pois  “2,2 % não significa nada”.

O SIACSA propõe um reajuste de 3,8% mais 2,8% para cobrir os reajustes salariais que “não foram efectuados nos últimos três anos”.

Outras reivindicações dos estivadores apontadas pelo SIACSA  prendem-se com uma “melhor distribuição salarial” nos trabalhos de salmoura e a solicitação de “mais respeito e dignidade pela classe”.

Em comunicado, a administração da Enapor, Portos de Cabo Verde, considerou que “não se verificam” motivos que justificassem a manifestação pacífica dos estivadores, apesar de “reconhecer o direito” dos trabalhadores à manifestação e “respeitar” o seu exercício.

A empresa reafirma “total abertura” em resolver em sede própria, e em “estreita colaboração” com os parceiros, as questões relacionadas com o dia-a-dia da empresa, mas, pontifica, “sempre norteada” pelos princípios do “respeito mútuo, boa-fé e colaboração institucional”.

A Enapor, Portos de Cabo Verde, esclarece que o ajuste de 2,2 por cento (%) resultou de uma decisão do Governo, saída do último Conselho de Concertação Social, tendo a empresa acordado a sua aplicação para o ano de 2019.

Ademais, no comunicado, a administração considera que “nenhum trabalhador de qualquer porto do País” manifestou “algum desagrado” com o aumento salarial, pelo que salienta “não entender” a reivindicação dos trabalhadores da mão-de-obra (estivadores) portuária.

“A administração da Enapor prima pelo rigoroso cumprimento da lei e pelo respeito dos direitos dos seus colaboradores, pelo que refuta qualquer acusação de desrespeito e falta de dignidade na gestão dos seus recursos humanos”, lê-se no comunicado do conselho de administração da Enapor.

AA/ZS

Inforpress/Fim

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