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São Vicente: Estadia de Regata ARC+ no Mindelo deixa satisfeitos velejadores e residentes (c/áudio)

*** Por Letícia Neves, da Agência Inforpress
Mindelo, 19 Nov (Inforpress) – A vinda da Regata ARC+ à cidade do Mindelo deixou velejadores, Marina do Mindelo e comerciantes locais satisfeitos, uma vez que mexeu com a economia da ilha e permitiu “algum desafogo” para a retoma após covid-19.

A reportagem da Inforpress tentou nesta quinta-feira saber os impactos da regata vinda das Canárias, que chegou ao Mindelo no dia 12 e parte no final da manhã de hoje, levando consigo 72 veleiros e 315 participantes de diversas nacionalidades.

Da parte da organização, Manuel Lima admitiu ter sido uma “estadia fantástica”, que permitiu aos velejadores terem uma paragem no meio do Atlântico para arranjarem os barcos, se tiverem algum problema, trocarem de tripulação, se for necessário, e abastecerem-se de alguns produtos frescos.

“O serviço de manutenção está melhor do que nunca, a Marina está impecável e não tivemos nenhum problema para aí além, os pontões estão impecáveis e a electricidade tem dado muito poucos problemas”, elogiou um dos responsáveis da regata, que visitou Cabo Verde pela sexta vez consecutiva.

Manuel Lima assegurou que os velejadores se mostraram também satisfeitos com o comércio, tanto de hortaliças, mas também dos `drive foods´ (comida de viagem) como farinha, feijão, cereais, embora não encontrem tanta diversidade como em Canárias ou outras partes da Europa.

“Apesar de não haver tanta diversidade, existe, com certeza, aquilo que é necessário”, considerou, assegurando que isto deixa os participantes “muito satisfeitos”, assim como o serviço da Marina do Mindelo, que, asseverou, é o “braço direito” da estadia em Cabo Verde.

Do lado da marina, a directora de Operações Gerais, Jaqueline Gomes, confirmou ser a recompensa o “sorriso” que conseguiram ver nos rostos desses clientes, pelos serviços prestadores, mas também, pela beleza da Baía do Mindelo e pelo “bom tempo”, sem vento para causar danos nas embarcações.

Juntando a isso, a satisfação também advém de outras propostas turísticas, como de tour à ilha de São Vicente, passeios de barco para ver tartarugas em São Pedro, interacção com a cultura local, entre outras.

“Isto é bom, porque os nossos turistas não ficam somente nos barcos, saem de manhã e voltam à tarde e visitam todos os estabelecimentos ao redor”, sublinhou.

Jaqueline Gomes afiançou que a marina, no caso, tem tentado mostrar uma qualidade nos serviços e receberam “poucas reclamações” de questões pontuais, que nas futuras edições, prometeu, vão ser “cada vez mais melhoradas”.

“Porque através do evento Regata ARC+ vemos que há muitos velejadores que querem atravessar o atlântico e fazem reserva para vir para a marina”, sublinhou a responsável para quem a regata é um “grande marketing” e daí, a intenção de trabalhar na melhoria para atrair “cada vez mais” velejadores.

A mesma fonte fez comparação com o antes e depois da pandemia, sendo que em 2019, a marina recebeu mais de 90 barcos, depois em 2020, no pico da covid-19, teve somente 20, e agora em 2021 recebeu 72 barcos.

Entretanto, assegurou não ser somente a Marina do Mindelo a ganhar com a vinda dos veleiros, que Interagem sempre com locais para a prestação de serviços, desde mecânica, lavandaria, mercados, entre outros.

Entre os prestadores de serviço estão os supermercados Fragata, e que, conforme o responsável do estabelecimento central, Nuno Delgado, veem a vinda de regatas como algo “sempre bom” para reforçar as vendas com esses viajantes, que compram sempre em “grandes quantidades”.

“Deveriam vir mais”, considerou o gerente da Fragata Central.

Quem também tem a mesma opinião é o gerente do Casa Café Mindelo, Filipe Gonçalo, e para quem as regatas são “bastante benéficas” e é “uma das melhores coisas” que poderia ter acontecido agora na retoma económica.

Entretanto, a estadia da ARC+ ficou marcada, pela negativa, com um roubo acontecido na madrugada desta quinta-feira, 17, na Marina do Mindelo, em que foi levado alguns pertences de um dos barcos participantes.

Contudo, Jaqueline Gomes assegurou que vai ser reforçada a segurança para evitar casos semelhantes no próximo ano, com asoutras regatas esperadas.

Em 2022, a marina conta receber logo em Janeiro a regata Viking, com 15 barcos, depois em Julho espera o Globe 40, também com 15 veleiros e depois mais uma vez ARC+, e Rallye des Iles du Soleil em Novembro.

LN/JMV
Inforpress/Fim

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