São Vicente: “Está-se a desmistificar a pertença dos partidos à volta das datas do 13 e do 20 de Janeiro” – Manuel Faustino

Mindelo, 17 Jan (Inforpress) – O chefe da Casa Civil, Manuel Faustino, afirmou em São Vicente que se está a desmistificar a ideia que as pessoas tinham da pertença dos partidos das datas de 13 e do 20 de Janeiro.

Manuel Faustino falava à imprensa à margem das celebrações da Semana da República, no Centro Cultural do Mindelo, para quem determinadas percepções políticas acham que o 13 de Janeiro, Dia da Liberdade e da Democracia, pertence a um partido, e o 20 de Janeiro, Dia dos Heróis Nacionais, a outro.

Contudo, a seu ver, globalmente há cada vez essa “tendência positiva de conciliar” as duas datas como sendo “importantes para Cabo Verde”.

“O nosso esforço é no sentido de todos nós vivenciarmos e nos orgulharmos destas datas. Temos um país com uma determinada história e com datas marcantes. Infelizmente, há quem não pensa assim mas, progressivamente a juventude e todo mundo vai chegando à essa conclusão de que essas datas são nossas”, concretizou Manuel Faustino.

Para o chefe da Casa Civil essas duas datas foram “importantíssimas” para o Cabo Verde “livre, democrático e independente” e o País é “muito mais rico” com elas.

A abertura da Semana da República também contou com a intervenção do presidente da câmara de São Vicente, Augusto Neves, que também destacou a importância do 13 e do 20 de Janeiro para São Vicente.

Para além disso, foi também apresentado um debate que girou em torno do livro “O lado B da Europa: Europa do Século XXI, um retrato político e social”, do analista e comentador político português, Bernardo Pires Lima.

Segundo o autor, o livro alerta para um conjunto de problemas para os quais os países membros, de uma forma descentralizada, têm que aprender a encontrar os denominadores comuns, para que a coesão se mantenha.

Conforme a mesma fonte, Cabo Verde, que é um País descentralizado geograficamente, pode encontrar nessa obra “muitos alertas e sinais, de correcção e de inspiração” para “não repetir os mesmos erros”.

“Vale a pena acompanhar, comparar, ver o que é que está mal, corrigir, não tentar adaptar tudo, mas ver as potencialidades dos processos. As democracias podem aprender umas com as outras”, sugeriu Bernardo Pires Lima.

É que, concluiu, devido a algumas tensões que a União Europeia (UE) vive neste momento, “o seu lado B é muito mais complexo” do que o lado A, que é visto de “uma forma linear como um puzzle de sucesso”.

CD/AA

Inforpress/Fim

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