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São Vicente: Especialista pede transformação na educação e na governação rumo à literacia do oceano para a cidadania

Mindelo, 24 Nov (Inforpress) – A académica Maria Miguel Estrela considerou hoje, no Mindelo, que a estratégia para integrar a literacia do oceano na educação para a cidadania passa por uma transformação de cogestão e coresponsabilidade na educação e na governação.

Durante o primeiro painel do quarto dia do Cabo Verde Ocean Week, na manhã de hoje, em São Vicente, justamente sobre literacia do oceano na educação para a cidadania, Estrela concretizou que a transformação na educação visa “conhecer mais” e ter uma actuação baseada nesse conhecimento, e, na governação, para não se estar à espera que os decisores políticos emitam leis e depois, acrescentou: “ver se cumprimos ou não”.

“As populações que vivem nas zonas costeiras, as pessoas que estão no seu dia-a-dia mesmo que afastadas do mar têm que participar na definição das políticas, na tomada de decisões”, elucidou.

Ademais, segundo a mesma fonte, tudo nesta questão da literacia deve começar na escola, mas também pela educação não formal, ou seja, fora da escola, pois as pessoas “só gostam e cuidam” daquilo que conhecem bem. 

“Se conhecermos bem qual a importância que o oceano tem na nossa vida podemos cuidar melhor e, principalmente, não deve ser algo que aconteça pontualmente, tem de ser sistemático”, concretizou, pois “não é no Dia da Árvore no Dia Mundial do Ambiente que se faz alguma coisa na escola” ou que “o ministério promove uma acção”.

Para Maria Miguel Estrela, “tem que ser algo continuado” e com uma “aposta forte” na investigação, na transferência de conhecimento para a sociedade, porque, continuou, se as pessoas souberem como agir correctamente, e sabendo que isto depois tem retorno para si, é “muito importante”.

Mas há que, também, especificou, relacionar esta questão da literacia do oceano com os direitos humanos e com os direitos das próprias populações e assumir isto como uma responsabilidade colectiva, em que todas as pessoas estão implicadas. 

Até porque, exemplificou, tudo aquilo que se faz tem influência no oceano, e a literacia dos oceanos vai permitir que se tenha consciência de que o homem influencia e que tudo aquilo que faz de certo ou de errado vem outra vez para ele. “O oceano nos devolve, a bem ou a mal”, considerou.

Trata-se, frisou, de “uma questão da cidadania, uma responsabilidade” que todas as entidades públicas, privadas e o cidadão têm que ter, “uma atitude diferente”, já que são recursos dos quais a vida no planeta depende.

“Acredito na educação, mas não só na escola, em todas as comunidades, nas associações, e falar do assunto transversalmente em tudo o que diga respeito à vida das pessoas”, sintetizou.

Por outro lado, a oradora do primeiro painel do dia considerou que há que criar uma cultura de inovação, principalmente para estimular os jovens a escolher profissões que estão relacionadas com estas áreas do ambiente e do oceano, com “imensas áreas de trabalho”.

“O oceano tem um potencial económico, de geração de emprego e vida para todos que é imenso e tem de ser pensado”, concretizou, basta pensar, elucidou, que as estatísticas indicam que por ano, à volta do oceano, em termos económicos, são gerados 2,5 biliões de dólares, “com as poucas acções que existem”.

Logo, se houver uma “aposta maior”, tal vai trazer uma “dinâmica social e económica melhor para todos”.

No final da sua comunicação, Maria Miguel Estrela chamou atenção para o “papel primordial” da comunicação social nesta matéria, de levar a mensagem a todas as pessoas, mas lembrou que é necessário conhecer o que deve ser feito e como comunicar sobre o oceano, pois há técnicas específicas de comunicação referente ao ambiente e especificamente sobre o oceano.

A edição 2021 do Cabo Verde Ocean Week vai decorrer até esta sexta-feira, 26, dia em que o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, encerra oficialmente o evento.

AA/ZS

Inforpress/Fim

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