São Vicente: Escola do Mar é para avançar e Governo promete “configuração clara” até finais do semestre em curso

 

Mindelo, 10 Abr (Inforpress) – O ministro da Economia e Emprego considerou hoje, no Mindelo, que a Escola do Mar vai avançar e definiu o prazo até o fim do semestre em curso para uma “configuração clara” do espaço que irá ocupar.

José Gonçalves veio hoje ao Mindelo para, ao lado da ministra da Educação, Marirtza Rosabal, e técnicos dos dois ministérios, reflectir sobre o espaço institucional que a Escola do Mar deve ocupar, mas também sobre o papel a desempenhar no futuro quer pelo Centro Oceanográfico do Mindelo (Geomar) quer pelo Instituto Nacional do Desenvolvimento das Pescas (INDP).

O ministro explicou que o Programa do Governo para a legislatura “é claro” na matéria da institucionalização da Escola do Mar e que “há espaço para a complementaridade” entre a escola e o ensino superior para área do mar.

Quanto ao modelo de formação, José Gonçalves considerou que é necessário haver uma “visão ampla” e ver as várias experiências no mundo, onde grassam, sublinhou, academias de formação no domínio do mar, nem todas de ensino superior.

“Já conhecemos o modelo de funcionamento da Escola de Hotelaria e Turismo, que já se perfila de muito importância e relevância para o sector, e pode ser que haja espaço para conceitos semelhantes em formação profissional e profissionalizante”, concretizou o ministro.

“Mas neste momento estamos ainda  a avaliar e discutir sobre qual é o espaço institucional que deve ocupar”, rematou.

Quanto ao papel futuro do INDP, que terá um “novo figurino”, José Gonçalves referiu que, com a instalação do ensino superior em Cabo Verde, hoje há que contextualizar e ver qual a melhor configuração institucional, considerando tudo o que é conhecimento adquirido, sobretudo na investigação aplicada que faz o INDP.

Lembrou que a instituição, nos seus 25 anos “cumpriu e bem” o seu papel nas suas três valências, investigação aplicada, desenvolvimento das pescas e a participação na estatística das suas valências.

“Mas hoje, com o Instituto Nacional de Estatística como instituição ponto referencial no domínio da estatística, as universidades que são adequadas para a investigação, por isso estamos a analisar onde fica o INDP nesse figurino, adequar para uma maior racionalidade e eficiência dessas estruturas”, concluiu o ministro da Economia e do Emprego.

AA/CP

Inforpress/Fim

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