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São Vicente/ENTREVISTA: Oficina de Botes de Salamansa já produz para Santiago e Boa Vista

Mindelo, 26 Dez (Inforpress) – A Oficina de Botes, construída na zona piscatória de Salamasa, em São Vicente, pelo  projecto  Rede de Turismo Sustentável e Solidário, já constrói botes para as zonas piscatórias da ilha e para ilhas como Santiago e Boa Vista.

Esta informação foi avançada em entrevista à Inforpress pelo presidente da Associação dos Amigos da Natureza, Aguinaldo David, que liderou o projecto da Rede de Turismo Sustentável e Solidário, na ilha de São Vicente.

Segundo a mesma fonte, a oficina de botes foi desenvolvida com um financiamento de 2.600 contos com o objectivo de valorizar a profissão de construtor de botes, que corria o rico de desaparecer nas comunidades piscatórias com a morte dos mais velhos que dominavam essa arte.

Conforme Aguinaldo David, além de cair em desuso, o trabalho da construção de botes era feito ao relento e “sem quaisquer condições”.

Agora, avançou, a oficina é liderada pelo jovem Jerry Rodrigues, de 30 anos, e emprega cinco pessoas que fazem botes para as diferentes zonas piscatórias de São Vicente e para outras ilhas.

“O programa Poser tem financiado alguns projectos nessa área não só para São Vicente mas para as outras ilhas e têm solicitado encomendas à oficina de botes. Há cerca de três meses, entregaram um bote para a ilha Boa Vista e o Jerry esteve em Santiago para fazer botes,” afirmou Aguinaldo David, para quem a oficina tem oferecido serviços de embarcações.

Para além de valorizar a arte e a profissão, a oficina enquadra-se num roteiro turístico que sai do Centro de Turismo e Economia Solidária, na cidade do Mindelo, passa por uma Unidade de Transformação Agro-alimentar de queijo e enchidos na zona de Lameirão, sobe para Monte Verde, onde há uma cabana de chá, e desce para Salamansa.

A ideia de integrar a oficina no roteiro turístico, acrescentou Aguinaldo David, é levar com que os turistas visitem o local para visualizar a produção e estimular a produção de miniaturas, que poderão ser vendidas como peças de artesanato, em épocas em que as encomendas diminuem.

CD/AA

Inforpress/Fim

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