São Vicente: Enapor responde ao SIACSA e nega haver motivos para manifestação dos estivadores

Mindelo, 17 Dez (Inforpress) –A administração da Enapor, Portos de Cabo Verde, considerou hoje que “não se verificam” motivos que justifiquem a manifestação pacífica dos estivadores, prevista para terça-feira, 18, convocada pelo Sindicato de Indústria, Alimentação, Construção Civil e Afins (SIACSA).

Num comunicado enviado esta tarde à Inforpress, no Mindelo, a Enapor, apesar de “reconhecer o direito” dos trabalhadores à manifestação e “respeitar” o seu exercício, reafirma “total abertura” em resolver em sede própria, e em “estreita colaboração” com os parceiros, as questões relacionadas com o dia-a-dia da empresa, mas, pontifica, “sempre norteada” pelos princípios do “respeito mútuo, boa-fé e colaboração institucional”.

A Enapor, Portos de Cabo Verde, esclarece que o ajuste de 2,2 por cento (%) resultou de uma decisão do Governo, saída do último Conselho de Concertação Social, tendo a empresa acordado a sua aplicação para o ano de 2019.

Ademais, lê-se no comunicado, “nenhum trabalhador de qualquer porto do País” manifestou “algum desagrado” com o aumento salarial, pelo que salienta “não entender” a reivindicação dos trabalhadores da mão-de-obra (estivadores) portuária.

“A administração da Enapor prima pelo rigoroso cumprimento da lei e pelo respeito dos direitos dos seus colaboradores, pelo que refuta qualquer acusação de desrespeito e falta de dignidade na gestão dos seus recursos humanos”, lê-se no comunicado do conselho de administração da Enapor.

O Sindicato de Indústria, Alimentação, Construção Civil e Afins (SIACSA) anunciou hoje a realização, terça-feira, 18, de uma manifestação pacífica dos estivadores, à frente das instalações da Enapor, Portos de Cabo Verde, no Porto Grande do Mindelo,

Em causa, de acordo com nota de imprensa do sindicato, o “descontentamento” da classe face ao reajuste salarial de 2,2 por cento (%) e a “exigência” do subsídio de risco.

Outras reivindicações dos estivadores apontadas pelo SIACSA no documento prendem-se com uma “melhor distribuição salarial” nos trabalhos de salmoura e a solicitação de “mais respeito e dignidade pela classe”.

AA

Inforpress/Fim

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