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São Vicente: Enapor quer nome da empresa fora de questões ligadas a obras de correcção de águas pluviais na Laginha

Mindelo, 07 Ago (Inforpress) – Responsáveis da empresa nacional de administração dos portos, Enapor – Portos de Cabo Verde, descartaram hoje “quaisquer responsabilidades” nas obras de correcção das águas pluviais da praia da Laginha, em São Vicente.

Em comunicado, a empresa avançou que após ser confrontada publicamente com várias declarações “avulsas e infundadas” sobre as recentes obras de correcção das águas pluviais da praia da Laginha, sem, no entanto, nomear os autores dessas publicações, veio esclarecer que é uma sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos, cujo objecto principal é a administração, gestão e exploração dos portos de Cabo Verde, terminais e zonas de jurisdição portuária.

“Não é e nem nunca foi responsabilidade da Enapor cuidar de água das chuvas, nem gerir as praias do país, e, além disso, a praia da Laginha encontra-se fora da área de jurisdição portuária, portanto fora da alçada da Enapor”, vincou a empresa no documento.

Por outro lado, esclareceu que o dono da referida obra é a Câmara Municipal de São Vicente e que a Enapor “apenas subvencionou” parte do projecto de correcção das águas pluviais, pelo que repudia “qualquer vã tentativa” de responsabilização da empresa e/ou colagem ao assunto, do qual a empresa considera-se “completamente alheia”.

Contudo, a Enapor reitera que “sempre cooperou” com as câmaras municipais do arquipélago na realização de iniciativas socioculturais ou programas de requalificação urbana, sendo a expansão e restauração da praia da Laginha “um bom exemplo”.

“O nosso compromisso com a segurança e o ambiente, tanto terrestre como marinho, é total e incondicional, pelo que tudo faremos para melhorar todos os dias”, conclui a nota da Enapor.

Ambientalistas são de opinião que a zona da Laginha, mais precisamente na enseada nas traseiras da Electra, possui uma “rara e rica biodiversidade” marinha cuja sobrevivência pode vir a ser influenciada negativamente devido aos trabalhos de drenagem de águas pluviais efectuadas na praia, os quais desviaram a água das chuvas provenientes de Chã de Alecrim para a enseada.

Várias acções de sensibilização, como petições na Internet e outras, têm sido desencadeadas por esse grupo de ambientalistas os quais, inclusivamente, proporcionaram um mergulho no local ao ministro da Economia, José Gonçalves, e ao secretário de Estado Adjunto da Economia Marítima, Paulo Veiga.

AA/ZS

Inforpress/Fim

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