São Vicente: Empresas com dificuldades em apoiar Banco Alimentar Contra Fome com cada vez mais famílias a pedir cestas básicas

Mindelo, 30 Nov (Inforpress) – A delegada da OMCV em São Vicente disse hoje à Inforpress que por problemas de tesouraria as empresas têm tido dificuldades em apoiar o Banco Alimentar Contra Fome mas há cada vez mais famílias a pedir cestas básicas.

Segundo a delegada da Organização das Mulheres de Cabo Verde (OMCV), Fátima Balbina Lima, que gera o Banco Alimentar Contra Fome, as condições das empresas, que aderiram, e dos parceiros enfraqueceram porque a situação está a tornar-se cada vez mais difícil, os preços dos bens ficaram bastante elevados, e já não conseguem dar os apoios e donativos que davam.

Em contrapartida, afirmou, mesmo não sendo inscritas na base de dados dos beneficiários deste projecto, há cada vez mais pessoas a procurar por cestas básicas na delegação da OMCV.

“Na verdade, as pessoas vêm todos os dias procurar cestas básicas na OMCV, mas o banco alimentar tem uma filosofia. São as mesmas pessoas que têm inscrição naquela base de dados e que continuam a receber a cesta básica. Só transferimos a cesta para outra pessoa em caso de falecimento do contemplado ou se a sua condição de vida melhorar e permiti-la sair de cestas básicas.  Mas, realmente, a procura é muita”, adiantou.

Conforme a mesma fonte, neste momento o Banco Alimentar Contra Fome tem recebido apoio financeiro de 200 mil escudos de uma empresa e distribui cestas básicas a 160 famílias, a cada dois meses.

“É claro que a OMCV vai fazendo cabazes para dar às outras pessoas que nos procuram e que não estão inscritas no Banco Alimentar e que têm grandes dificuldades, mas, também, encaminhá-las para outras instituições de apoio”, sintetizou.

CD/CP

Inforpress/Fim

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