São Vicente: Doador que já perdeu a conta da quantidade doada quer mais gente a doar sangue

Mindelo, 14 Jun (Inforpress) – Paulo Dias, 38 anos, é um dos uns cerca de sete mil doadores inscritos no Banco de Sangue de São Vicente, mas ele, doador regular, já perdeu a conta da quantidade doada em 18 anos.

“Já tenho o segundo cartão, porque o primeiro, entretanto, ficou cheio, mas perdi o número de vezes que fiz doação e a quantidade doada”, declarou à Inforpress este professor de Educação Física, neste Dia Mundial do Doador de Sangue.

Explicou que iniciou a doação aos 20 anos, por isso assume-se como um dos rostos da campanha e aproveitou para lançar um “apelo forte” às pessoas com 18 ou mais anos e que tenham saúde para se dirigirem ao Banco de Sangue.

“Não pode haver medo da agulha, pois em segundos está feito e é um processo simples, seguro e que salva vidas”, reforçou, na Praça Dom Luís, onde o Banco de Sangue do Hospital Baptista de Sousa realizou na manhã de hoje uma jornada de reflexão para chamar atenção para a necessidade de se reforçar o estoque de sangue nas estruturas de saúde e recrutar mais doadores.

Paulo Dias explicou que vale mais ter a consciência de que doar sangue salva vidas, e, baseado no seu exemplo pessoal, relatou que em criança teve necessidade de receber sangue devido a um problema de hemoglobina, que necessitava de reforço.

Quando decidiu tornar-se doador, aos 20 anos, disse que encontrou no Banco de Sangue de São Vicente gente “querida” que o acolheram bem e que souberam transmitir toda a confiança e explicar a máxima segundo a qual “doar sangue salva vidas”.

“Aliás, ninguém sabe quando é que vai precisar de sangue devido aos imponderáveis da vida”, concretizou, e que no seu caso começou a doação de forma livre e regular, por isso, enquanto tiver saúde vai continuar a a doar sangue.

Paulo Dias integra um lote de doadores regulares dos cerca de sete mil inscritos no Banco de Sangue do Hospital Baptista de Sousa, cuja directora, Conceição Pinto, quer mais gente a doar com “alguma regularidade”, até porque, apesar dos progressos, continua-se com necessidade de sangue.

“Se cada doador dos inscritos fizesse duas ou três doações por ano seria suficiente”, reforçou Conceição Pinto, que mantém a mensagem de sensibilização para a necessidade de aumentar o número de doações, de forma regular, ao mesmo tempo que agradece aqueles que tem contribuído com o seu sangue para salvar vidas.

O Dia Mundial do Doador de Sangue é comemorado anualmente em 14 de Junho e o objectivo da data é homenagear a todos os doadores de sangue e conscientizar os não-doadores sobre a importância deste acto, que é responsável pela salvação de milhares de vida.

A data foi criada por iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2014, e o dia escolhido é uma homenagem ao nascimento de Karl Landsteiner, um imunologista austríaco que descobriu o fator Rh e várias diferenças entre os diversos tipos sanguíneos.

AA/HF

Inforpress/Fim

 

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