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São Vicente: Directora apela a mais apoio do Governo ao mestrado em Mudanças Climáticas e Ciências Marinhas  (c/áudio)

Mindelo, 14 Dez (Inforpress) – A directora do programa WASCAL CV, Corrine Almeida, exortou hoje, no Mindelo, o Governo a apoiar mais os estudantes do Mestrado em Mudanças Climáticas e Ciências Marinhas, que poderá formar profissionais “em défice” no Pais.

A responsável fez o apelo à Imprensa, no Mindelo, na sequência da cerimónia de recepção da segunda turma do mestrado, que arrancou hoje no Instituto Superior de Engenharias e Ciências do Mar (Isecmar), que está agora inserido na recém-criada Universidade Técnica do Atlântico (UTA).

O curso, segundo a mesma fonte, recebe hoje 14 alunos de 11 países da costa ocidental africana inseridos no Centro de Serviços Científicos da  ‘West African Science Service Centre on Climate Change and Adapted Land Use’ (WASCAL, na sigla em inglês), financiado pelo Ministério Federal de Educação e Pesquisa da Alemanha, e ainda de outros países não pertencentes, como a Guiné-Conacri e a Serra Leoa.

Assim, concretizou Corine Almeida, a internacionalização que, ajuntou, vai ao encontro dos propósitos da UTA e do mestrado, está “ganhando credibilidade” junto de parceiros internacionais, como a MAVA Foundation, que também tem financiado alguns estudantes.

Corrine Almeida referiu ainda que alguns alunos cabo-verdianos se candidataram através de bolsas concedidas pelo Governo de Cabo Verde, mas que poderão estar em desigualdade com os financiados pelo WASCAL, que têm “muito mais apoios”.

“Gostaríamos muito que o Governo, particularmente o Ministério de Educação e Economia Marítima, desse uma importância maior, porque é uma oportunidade rara de termos cientistas”, sustentou a responsável, referindo aos conhecimentos que podem ser adquiridos através do Geomar e do Instituto de Pesca, todos da Alemanha, do Canadá e da Africa Ocidental, com “muitíssima qualidade”.

“Então seria importante que mais estudantes nossos pudessem participar nesse curso, principalmente porque são áreas, que nós temos défice de especialistas em Cabo Verde”, sustentou, enumerando áreas como a Geologia e Oceanografia Física.

Corrine Almeida fez comparação com os alunos financiados pelo WASCAL, que além da bolsa de 250 euros, têm as propinas todas pagas pelo programa, recebem um fundo para pesquisa e viagens e ainda um computador portátil de “boa qualidade”.

Então, o estudante cabo-verdiano que recebe, reiterou, “apenas 25 mil escudos mensais” e de onde têm de retirar os 15 mil escudos para a mensalidade da propina, estará numa situação de “muita desigualdade”.

A responsável da WASCAL CV lembrou, por outro lado, a decisão do Governo de concentrar a estratégia na economia marítima, e que “precisa de especialistas, para diversos estudos e assim se atingir um “desenvolvimento harmonioso”.

Entre as valências do curso, Corrine Almeida apontou um cruzeiro técnico no terceiro maior navio oceanográfico de Alemanha, e treinados por especialistas de “alto nível, em que os estudantes participarão, com início a 28 de Fevereiro, na Alemanha, e durante três semanas no mar para colectar dados oceanográficos sobre biodiversidade, correntes, salinidade e temperatura.

A UTA, segundo a mesma fonte, já está a preparar para receber uma terceira turma do mestrado, que deverá iniciar as aulas em Setembro de 2021, a última das três edições do curso, que estão contemplados pelo financiamento alemão.

A cerimónia foi presidida pela reitora da UTA, Raffaela Gozzelino, e contou ainda com a intervenção do presidente do Isecmar, Luís Fernandes, com todas as comunicações feitas em língua inglesa.

LN/AA

Inforpress/Fim

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