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São Vicente: Director executivo da CAF aponta logística de voos como “maior problema” da Liga Feminina de Futebol

Mindelo, 21 Jul (Inforpress) – O director executivo da Confederação Africana de Futebol (CAF) – Zona Oeste A, Gerson Melo, admitiu hoje que a logística de voos para São Vicente tem sido o “maior problema” para a organização da Liga Feminina de Futebol.

Conforme a mesma fonte avançou à Inforpress, em termos gerais a organização da fase final da Liga dos Campeões Africanos em futebol feminino, que acontece, no Mindelo, deste sábado, 24, até 30 de Julho, decorre “na normalidade e com quase tudo afinado”.

“Mas, a logística de colocar toda gente em São Vicente tem sido o nosso maior problema. Toda a gente sabe dos constrangimentos de voos para a ilha e tem sido mesmo difícil até para colocar árbitros e dirigentes nacionais aqui”, explicou Gerson Melo, citando o exemplo de três árbitros, um do Fogo e dois de Santiago, que ainda não conseguiram viajar e “nem têm previsão para tal”.

Segundo o dirigente da CAF, a organização da prova tem procurado por alternativas via marítima, mas mesmo assim “está difícil”.

Gerson Melo congratula-se, no entanto, com a possibilidade que tiveram de fazer chegar as quatro equipas participantes do torneiro em São Vicente ainda hoje. 

Os Seven Stars, a representante cabo-verdiana e que vem da ilha Santiago, tinha previsão de chegada ainda na manhã de hoje e as equipas vindas do exterior, AS Mande do Mali, Determine Girls da Libéria, e AS Dakar Sacré Coeur do Senegal chegam, segundo a mesma fonte, num voo charter directamente de Dacar (Senegal) para São Vicente, que também trará os oficiais estrangeiros.

Quanto ao resto dos preparativos, Gerson Melo disse estar sob controlo, inclusive com o Estádio Adérito Sena, que acolhe os jogos e esteve em obras, mas, neste momento encontra-se “nos últimos afinamentos, relacionados mais com a iluminação”.

Questionado sobre as medidas de segurança relativos à covid-19, o director executivo da Zona Oeste A assegurou que estão sendo seguidas as medidas de protecção emanadas pela CAF e pela FIFA.

A começar, ajuntou, pelas equipas femininas, que vão estar “confinadas em bolhas” em hotéis da cidade do Mindelo, e com testes de controlo PCR de três em três dias.

“As equipas terão um contacto quase nulo com o exterior, até mesmo com a organização da prova também vai ser bem restrito para não haver possibilidade de contágio”, sustentou Gerson Melo.

Quanto ao contacto das equipas com a imprensa, assegurou que também vai haver algumas restrições, estando a organização a adoptar o modelo de conferências de imprensa na véspera de cada jornada.

As provas também decorrerão à porta fechada e somente com alguns convidados.

“Eu sei que a população do Mindelo, que é amante do futebol, adoraria assistir os jogos, mas são medidas que temos de tomar, tendo em conta a situação actual de pandemia”, justificou Gerson Melo.

A cidade do Mindelo recebe, de 24 a 30 de Julho a fase final de qualificação da Zona A da União de Futebol da África Ocidental (UFOA), da Liga dos Campeões Feminino, que conta com o concurso do Seven Stars de Cabo Verde, que é campeã em título, AS Mande do Mali, Determine Girls da Libéria, e AS Dakar Sacré Coeur do Senegal.

Esta é a primeira vez que Cabo Verde recebe uma prova de futebol feminino da UFOA, que levará a Mindelo cerca de 150 pessoas, entre jogadoras, oficiais, árbitros e ‘staff’ da organização.

O torneio decorre no formato de todos contra todos e a equipa vencedora carimbará logo o passaporte para a final do torneio, marcado para finais de Outubro ou início de Novembro no Egipto.

LN/ZS

Inforpress/Fim

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