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São Vicente: Direcção da Universidade Lusófona de Cabo Verde dá razão aos alunos e promete melhorias para próximos tempos (c/áudio)

Mindelo, 08 Jan (Inforpress) – A administradora-delegada da Universidade Lusófona de Cabo Verde, Lenilda Duarte Brito, deu razão às queixas dos alunos do curso de Ciências da Comunicação e assegura melhorias com alterações a nível pedagógico, administrativo e logístico.

A responsável reagia à denúncia feita hoje de manhã pelos estudantes do curso, em declarações à imprensa, no Mindelo, que falaram de uma “situação de abandono” por parte da direcção e de incertezas quanto ao futuro.

“Efectivamente, os alunos têm razão, não na parte do abandono, mas nós temos tido alguma dificuldade em afectar professores para algumas disciplinas, por um lado, e nós temos que ser sinceros e objectivos que a universidade não conseguiu cumprir com o pagamento dos anos anteriores”, explicou Lenilda Duarte Brito, adiantando que dessa forma não conseguiram ter docentes atempadamente.

Por outro lado, ajuntou, por ser uma área “muito específica”, a universidade tem tido dificuldade em encontrar profissionais que, trabalhando na área tenham grau de licenciatura, o que dificulta a afectação de docentes.

A administradora garantiu que as aulas reiniciaram na quarta-feira, 06, e os alunos já têm docentes para algumas disciplinas, inclusive ela própria e outro radicado no Brasil, que ministrará aulas através de plataforma digital.

“Para hoje, pelo menos as aulas estão garantidas, para as aulas de quarta e quinta-feira, acredito que tenha havido uma situação pontual”, considerou Lenilda Duarte Brito, assegurando não ser uma situação só dos alunos de Ciências de Comunicação, mas também de outros cursos.

Segundo a mesma fonte, entre as soluções propostas a universidade vai aumentar a disponibilização de conteúdos teóricos através da plataforma Saga, sem aumentar a carga horária e deixar só as vertentes mais práticas para o regime de sala de aula e ainda junto com os alunos encontrar soluções para a reposição das aulas perdidas.

Por outro lado, disse a responsável, a Universidade Lusófona de Cabo Verde adoptou a partir de agora um sistema de pagamento semestral, que permitirá saber quais os custos do semestre, sendo “mais fácil obter os valores num período de cinco meses do que mensalmente”, asseverou.

Este sistema, conforme a mesma fonte, já está a ser contratualizado com os novos professores, mas também, assegurou, mantém uma parceria “muito mais acirrada” com o Grupo Lusófona, que já disponibilizou capitais para acordos de liquidação das dívidas com os docentes dos anos anteriores.

“Para além destes acordos, já temos disponibilizado uma verba para o pagamento dos valores semestrais, caso as receitas não consigam abarcar todos esses valores”, assegurou Lenilda Brito, para quem o facto de não conseguirem fazer os pagamentos mensais, deve-se à “alta taxa de inadimplência (falta de cumprimento)” por parte dos alunos.

“Os nossos alunos continuam a pagar pouco as propinas e de forma irregular”, explicou.

Quanto à situação de a universidade passar declarações com notas administrativas, devido ao congelamento das pautas, Lenilda Brito garantiu não serem falsas e derivam de um “protocolo claro e absolutamente legítimo” com a Ficase e a Direcção-geral do Ensino Superior.

“O acordo implicava que nós dessemos notas administrativas aos alunos, para que eles pudessem concorrer às bolsas de estudo e não ficassem prejudicados, com o firme compromisso que liquidarmos as dívidas com os professores e repormos as declarações de forma correcta”, sublinhou.

Mesmo com todos esses problemas, resultantes de “sucessivos anos de mau funcionamento”  a administradora garantiu que a universidade “não tem risco de fechar as portas, pelo menos até ao próximo ano lectivo”, apesar da “situação bastante complicada”.

A instituição, defendeu, está em “fase de melhorias” ao resolver a questão da liderança local, que aconteceu no mês de Outubro passado, ao ser nomeada administradora-delegada para resolver “vários incidentes” e a universidade está num “processo muito profundo de alterações a nível pedagógico, administrativo e logístico”.

LN/HF

Inforpress/Fim

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