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São Vicente: Delegada de Educação apela ao engajamento dos pais para continuidade do projecto “Do Campo à Escola” (c/áudio)

Mindelo, 23 Jun (Inforpress) – A delegada de Educação em São Vicente, Maria Helena Andrade, exortou hoje os pais e encarregados de educação a colaborarem e contribuírem para a continuidade do projecto “Do Campo à Escola”, que fornece alimentos às cantinas escolares.  

“Do Campo à Escola” teve a sua origem em 2015, mas após uma paragem foi retomado, segundo a mesma fonte, em inícios de 2021, implementado pela Delegação do Ministério da Educação na ilha, em parceria com o Centro de Estudos Rurais e de Agricultura Internacional (CERAI) e financiado pela Secretariado Nacional de Segurança Alimentar do Ministério de Agricultura de Cabo Verde.  

Tem como público-alvo, adiantou Maria Helena Andrade, dois grupos, sendo estes os agricultores locais, representados pela Rede de Produtores Agro-pecuários Locais de São Vicente (Repal), neste momento com 50 sócios, e as 32 escolas do Ensino Básico da ilha, com um total 7.901 alunos.  

“É um projecto que contribui para a segurança alimentar nas escolas de São Vicente, veio incrementar a ementa escolar, e também tem um outro objectivo, que é de ajudar a produção local”, explicou à delegada, que falava à imprensa durante um acto simbólico de entrega de produtos na Escola de Segunda Companhia, em Chã Cricket. 

Desta forma, considerou, é possível ter “frutas e legumes frescos” para as escolas e ajudar no consumo e economia locais, com este projecto com duração prevista de dez meses.

Daí, Maria Helena Andrade solicitar a “participação massiva” dos pais e encarregados de educação para apoiar na continuidade do programa, financiado pelo Ministério da Agricultura até Outubro do corrente ano, mas que depois deverá procurar outras formas de financiamento.  

“Uma contribuição mínima dos pais e encarregados de educação para que haja essa continuidade, porque traz benefícios enormes e também ajuda na própria produtividade do aluno na sala de aula”, justificou a mesma fonte, pedindo uma ajuda monetária de, pelo menos, 50 escudos/mês.   

Maria Helena Andrade lembrou que antes as escolas abasteciam as cantinas com compras avulsas nos mercados e vendedeiras, mas agora tem-se verificado “vantagens em custo” e, por outro lado, ajudou os produtores locais, conforme o presidente da Repal, Manuel Fortes.  

Neste momento, asseverou Manuel Fortes, a “maioria dos agricultores de São Vicente” está “bastante satisfeito” com o projecto, porque conseguem comprar os materiais para trabalhar as suas propriedades e ter lucro nos produtos cultivados.  

Na entrega feita na manhã de hoje de quatro mil quilogramas de alimentos, 32 escolas foram abastecidas, informou Maria Helena Andrade.   

Segundo os organizadores, o valor do projecto ronda os quatro mil contos, que inclui todo o processo de distribuição e ainda formação dada aos agricultores e cozinheiras das escolas.  

LN/AA 

Inforpress/Fim 

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