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São Vicente: Delegada da OMCV afirma que há mulheres que desconhecem os objectivos da Agenda 2030 (c/áudio)

Mindelo, 17 Jun (Inforpress) – A delegada da Organização das Mulheres de Cabo Verde (OMCV), em São Vicente, pediu hoje um trabalho de sociólogos e psicólogos nas comunidades, porque há mulheres que desconhecem os objectivos da Agenda 2030 e a sua prática.

Fátima Balbina Lima falava à imprensa à margem da auscultação feita pelo Tribunal de Contas, às instituições e grupos focais sobre o estado de implementação da Agenda 2030, com o foco nod Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número cinco, sobre a Igualdade de Género.

Segundo a representante da OMCV, “os objectivos não estão em condições de serem implementados do ano 2020 a 2030, porque ainda há muita coisa a ser feita”. Na sua perspetiva, “o que se tem feito em Cabo Verde, de uma forma geral, é acompanhar os outros países”, porque “não se vê a realidade desses objectivos, localmente”.

A título de exemplo, Fátima Balbina Lima disse que, como representante da OMCV em São Vicente, foi questionada, durante a auscultação, sobre documentações das quais nunca teve conhecimento, considerando que as instituições “não são envolvidas como parceiras do desenvolvimento”.

Por causa disso, a mesma disse acreditar que “ainda existe uma camada de população, constituída por mulheres, que está aquém ou que nem sequer conhece os objectivos da Agenda 2030, quanto mais a sua prática”.

“Nesse sentido, nós apelamos que seja feito um trabalho dos sociólogos e psicólogos nas comunidades para fazer um levantamento real das situações existentes e depois implementar os objetivos”, pediu a mesma fonte.

 Por sua vez, o psicólogo e coordenador do Centro de Apoio à Vítima do Instituto Cabo-verdiano da Igualdade e Equidade do Género (ICIEG) em São Vicente, Humberto Bruno Delgado, defendeu a necessidade de uma articulação entre as instituições para a implementação dos objectivos, principalmente o que versa sobre a igualdade de género.

“É preciso um trabalho conjunto e o reconhecimento de todos que actuam nesta área, independente do lugar que ocupam, para a conscientização a nível global”, sentenciou.

Conforme o auditor do Tribunal de Contas, Filomeno Tavares, o tema escolhido para a auscultação foi Igualdade de Género por ser transversal aos outros objectivos da Agenda 2030.

“Nós queremos ver até que ponto o Estado adoptou a Agenda 2030 no contexto nacional, os recursos e capacidades alocados para a sua implementação e, por último, se estão a dar seguimento e se estão a produzir relatórios relevantes”, explicou o auditor, para quem, além de São Vicente, esta auscultação já foi realizada em outros sete municípios, a par de entrevistas a instituições parceiras, técnicas e financeiras.

Isto, clarificou, “com o objectivo de recolher subsídios e elencar as recomendações para serem acatadas e melhorar o envolvimento na implementação da Agenda 2030, cujo lema é, não deixar ninguém para trás”.

CD/DR

 Inforpress/Fim

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