São Vicente: Delegacia de Saúde com plano de contingência para varíola dos macacos (c/áudio)

Mindelo, 07 Set (Inforpress) – O delegado de saúde de São Vicente disse hoje, no Mindelo, que a ilha já conta com um plano de contingência para detectar rapidamente, isolar e tratar casos de varíola dos macacos.

Elísio Silva deu esta garantia à imprensa, à margem de uma sessão clínica sobre a varíola dos macacos, dirigida aos profissionais de saúde, que decorreu na Delegacia de Saúde de São Vicente.

Segundo o responsável, desde o início do alerta do vírus, tomaram todas as medidas nas portas de entrada, ou seja, nos portos e aeroportos, tendo em conta que Cabo Verde é país que recebe muitos turistas, tem grande população de imigrantes, estudantes no estrangeiro e muitas pessoas que viajam pela Europa e América onde o vírus circula e por alguns países de África de onde o vírus é endémico.

“As medidas foram tomadas a nível nacional através da Direcção Nacional da Saúde, São Vicente acompanhou o ritmo e fizemos o nosso plano de contingência. Fizemos a sua apresentação e discutimos com o Ministério de Agricultura e Ambiente porque sabemos que temos de trabalhar em parceria”, explicou Elísio Silva.

Segundo o delegado, o plano de contingência consiste principalmente em detectar “o mais rápido possível” se houver entrada de algum caso em São Vicente e também estipula as medidas que devem ser tomadas perante um caso suspeito.

“Isso já estamos a fazer porque tivemos seis casos suspeitos e acabamos por enviar as amostras para o laboratório do Instituto Nacional de Saúde Pública, na Praia, e em menos de 48 hora temos tido resultado”, avançou, a mesma fonte acrescentando que o referido plano “abrange todos os centros de saúde, as clínicas privadas, o hospital, os portos e aeroportos e qualquer instituição que tem grande movimento de pessoas”.

Conforme Elísio Silva, as medidas que se devem tomar face a este vírus são iguais às da covid-19, destacando principalmente a lavagem de mãos e uso de equipamentos de protecção individual.

O mesmo revelou que, de acordo com o plano de contingência, um caso suspeito poderá ser isolado no hospital, se necessitar de grandes cuidados, mas se não precisar a pessoa ficará isolada em casa e usará máscara e alguma protecção que evite a contaminação de pessoas. Também serão feitas despistagem às pessoas que se relacionarem de perto com o suspeito.

“Vemos que a lavagem das mãos, praticante, serve para tudo. Diminui doenças diarreicas, respiratórias e, neste caso, a de varíola dos macacos que apanhamos através de contactos. Também se recomenda o uso de máscara, de equipamentos de protecção individual quando vamos fazer a recolha das amostras, manter a nossa higiene normal e isso faz uma diminuição grande de propagação”, explicou.

Segundo o delegado de Saúde de São Vicente também se recomenda “o uso adequado do preservativo” porque, salientou, “a maioria de pessoas que apresentam este vírus são homens que fazem sexo com homens e há uma grande contaminação, não se sabe se através do sexo”, mas sabe-se que “tem grandes contactos íntimos para a propagação desse vírus”.

Em jeito de remate Elísio Silva revelou que há mais de duas semanas que a Delegacia de Saúde de São Vicente está a realizar formações sobre a varíola dos macacos em todos os centros de saúde, e para público que trabalha no diagnóstico, nos laboratórios da ilha, nas clínicas privadas, para as pessoas que trabalham nos portos e aeroportos e a passar informações para a comunidade, através da rádio.

Assegurou que as formações vão continuar para a população, nas grandes empresas e nas escolas após a abertura do novo ano lectivo.

CD/CP

Inforpress/Fim

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