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São Vicente: Da família de marinheiros ao pai com carreira militar capitão-de-patrulha tem carreira “muito ligada à família”

***Por Américo Antunes, da Agência Inforpress*** 

Mindelo, 01 Set (Inforpress) – A primeira mulher no Comando da Esquadrilha Naval no País assume que desde criança teve o “bichinho” da vida militar ligada ao mar, que advém da família de marinheiros e do pai que seguiu carreira militar. 

Mindelense nascida em São Vicente, em 1980, Carina Abade Lopes Batista, casada e mãe de dois filhos, assumiu hoje o novo cargo e, à Inforpress, momentos antes da posse, disse que optou por seguir a carreira “sobretudo” por o pai [n.r. Eliseu Lopes] ter feito carreira militar, aliás foi o primeiro comandante da Guarda Costeira, em 1993. 

“Desde pequena tenho o bichinho da área militar, tive o acompanhamento militar em casa, acompanhava sempre quando os navios da marinha portuguesa vinham a Cidade da Praia, onde residia na altura, ia visitar os navios e aí surgiu a paixão pela vida militar, mas principalmente pela Guarda Costeira”, especificou Carina Batista. 

Concluiu o ensino secundário na Cidade da Praia e, após testes, concorreu para academias militares e foi seleccionada para a escola naval em Portugal, a mesma, por sinal, onde o pai estudou. Coincidências.

“Segui as pisadas do meu pai, licenciei-me em Ciências Militares Navais com especialidade de Administração Naval”, sintetizou, por isso diz ter a carreia “muito ligada à família”. 

“Também porque sou de uma família de marinheiros, os meus avós e tios todos são marinheiros, e a opção, digamos, foi seguir a carreira familiar ligada ao mar”, reforçou a capitão-de-patrulha. 

Sobre a nova missão e o facto de ser a primeira mulher no cargo, que vai dirigir um efectivo de  95 militares e sete meios navais, Carina Batista disse que encara a missão como um desafio e que está com “muita motivação” para trabalhar.  

“Conheço o Comando da Esquadrilha Naval, já desempenhei ali várias funções, conheço os militares que o integram, as suas valências e o seu empenho e, por isso, acredito que juntos vamos levar a Esquadrilha Naval em bom rumo”, sintetizou Carina Batista, que diz ter já algumas prioridades definidas, que não avançou, por querer, primeiro, reunir-se com o seu efectivo.

A capitão-de-patrulha Carina Batista ingresso nas Forças Armadas em 1999, licenciada em Ciências Militares Navais, com especialidade de Administração Naval, e ao longo dos anos desempenhou diversos cargos na entidade castrense, quer no Comando das Guarda Costeira, quer no Comando da 1ª Região Militar, de acordo com dados biográficos oficiais.

Na sua formação passou ainda por cursos nos Estados Unidos, Espanha e Portugal,  foi condecorada duas vezes e agraciada com diversos louvores individuais e colectivos, tendo sido, em 2016, reconhecida pelo Centro África de Estudos Estratégicos pelo pensamento crítico e competência analítica no curso Próxima Geração de Líderes Africanos do Sector da Segurança. 

A Esquadrilha Naval é a componente naval da Guarda Costeira destinada à defesa e protecção dos interesses económicos do País no mar sob jurisdição nacional, e ao apoio naval às operações terrestres e anfíbios. 

Foi criada pelo decreto-lei nº30/07, de 20 de Agosto. 

AA/DR

Inforpress/Fim 

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