São Vicente: Crescimento e economias azuis estão no centro das atenções do Governo – ministro da Economia

 

Mindelo, 03 Mai (Inforpress) – O ministro da Economia e do Emprego considerou hoje, no Mindelo, que o crescimento e a economia azuis encontram-se no “centro das atenções” do Governo como “novo paradigma” de desenvolvimento, sendo o país parte e apoiante da estratégia.

José Gonçalves veio hoje a São Vicente presidir à abertura oficial da conferência internacional sobre “Crescimento e economia azuis”, fórum que reúne cerca de 150 especialistas de 23 países, e com foco na sustentabilidade da exploração dos oceanos.

O ministro lembrou que um país como Cabo Verde, com uma “vasta” Zona Económica Exclusiva (ZEE) “quase 300 vezes” superior à superfície terrestre, terá que ver o oceano como factor de desenvolvimento económico, pelas actividades que engendra como pescas, transportes, turismo, construção e reparação naval, entre outras.

O oceano, acrescentou, tem também “relevo importante” como regulador climático à escala planetária, função, admitiu, cada vez mais reconhecida e valorizada.

Cabo Verde, segundo José Gonçalves, defende uma política de exploração sustentável dos recursos do oceano e apontou acções que o país está a desenvolver no que diz respeito ao crescimento e economia azuis.

O ministro nomeou a adopção, em Novembro de 2015, da carta a favor da promoção da economia azul, o diagnóstico para a identificação dos “nichos” de crescimento azul e a elaboração, em andamento, de um plano nacional de investimento a favor do crescimento e economias azuis.

Sobre a conferência, de três dias inaugurada hoje, José Gonçalves disse esperar um “troca rica” de experiências e de “contribuição inestimável” dos representantes dos diversos países participantes.

Com a conferência do Mindelo, espera-se, pois, oferecer um “espaço para partilha” de experiências e práticas na economia azul no mundo para serem aplicados em África, “mais concretamente” nos pequenos Estados insulares em desenvolvimento.

Cabo Verde alinhou-se com a iniciativa “Economia e Crescimento azuis” através do projecto iniciado pela FAO, em 2015, e alargado em 2017, com o apoio do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), que serve de plataforma para o diálogo entre parceiros técnicos e financeiros que apoiam as iniciativas nacionais consignados na Carta de Crescimento Azul, adoptada pelo Governo.

As personalidades presentes na conferência são oriundas da Comunidade dos Países de Língua Portuguesas (CPLP), das comissões sub-regionais das pescas da África Ocidental e da África Central, para além de países como São Tomé e Príncipe, Kenya, Timor-Leste, Maurícias, Seychelles e Madagáscar, seis dos quais representados a nível ministerial.

A Economia Azul inclui todas as actividades realizadas em espaços aquáticos, terras adjacentes e seus ecossistemas, em que oceanos e mares, rios e lagos, zonas costeiras, bancos e margens, zonas húmidas e cursos de água aos quais estão associados riquezas e actividades que contribuem para a economia azul.

Dados revelados na conferência de imprensa sustentam que 90 por cento (%) das trocas comerciais entre Estados efectuam-se por via marítima e 95% das comunicações a nível mundial ocorrem através de redes submarinas.

A abordagem da economia azul como “motor do desenvolvimento” do continente africano inscreve-se no projecto da União Africana “Agenda 2063 – a África que queremos”, adoptado em 31 de Janeiro de 2016.

O tema está ainda classificado nos “Objectivos e domínios prioritários dos próximos 10 anos” e considera a exploração do “vasto potencial” como a “principal aspiração de uma África próspera”.

AA/CP

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos