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São Vicente: Consultora recomenda aposta na água dessalinizada para fins agropecuários

Mindelo, 22 Mar (Inforpress) – A consultora da FAO Francisca Fortes recomendou hoje, no Mindelo, a aposta na dessalinização da água para fins agropecuários em São Vicente, uma das formas que apontou para se combater a escassez deste recurso na ilha.

Engenheira de formação que, de entre outros cargos, já foi delegada do Ministério da Agricultura, em São Vicente, Francisca Fortes falava na manhã de hoje num fórum que celebra  o Dia Mundial da Água, que se comemora hoje, especificamente no sub-tema “Escassez de água nos poços da Ribeira de Vinha, Ribeira de Julião e Ribeira de Calhau e as consequências para os sanvicentinos”.

Ao fazer o ponto da situação actual da água proveniente dos poços e dos furos naquelas três zonas, a consultora identificou a diminuição do caudal dos poços e o aumento da salinização da água, exemplificando que de 2015 a esta parte o caudal dos furos reduziu em 50 por cento (%), o que classificou de “preocupante”.

Ademais, explicou que dos 19 furos existentes em São Vicente 11 se encontram em exploração, produzindo 229 metros cúbicos de água/dia,  e que dos 400 poços existentes na ilha apenas 120 são explorados actualmente e com uma produção diária de 1200 metros cúbicos.

Mais indicou que a nascente do Madeiral produz 25 metros cúbicos/dia e que a ETAR da Ribeira de Vinha pode chegar aos 1800 metros cúbicos/dia, ou seja, tudo somado, representa cerca de 10% da produção diária da Empresa de Água e Electricidade (Electra).

Francisca Fortes recomendou, por isso, a mobilização de água não dependente das precipitações, a regulamentação e aplicação das leis e fiscalização para uma gestão sustentável da água e a criação de linhas de crédito para actividades que visam a poupança de água.

A consultora destacou ainda a gestão integrada dos recursos hídricos e a adequação dos sistemas de produção, a manutenção e construção de obras de correcção torrencial, apoio aos agricultores na substituição da rega por alagamento, massificação das energias renováveis na gestão integrada dos recursos hídricos, a formação e sensibilização sobre a gestão sustentável dos recursos hídricos como outras recomendações.

“Penso que estão a faltar acções de formação direccionadas à poupança e gestão sustentável dos recursos hídricos, bem ainda a criação de espaços de debate frequentes sobre a matéria, que não somente no Dia Mundial da Água”, concluiu Francisca Fortes.

O fórum “A importância da água para a nossa sobrevivência e para a manutenção da saúde”, iniciativa da Electra para marcar o Dia Mundial da Agua, foi inaugurado pelo administrador-executivo da empresa, Manuel Silva, que destacou o propósito, com a conferência, de se promover o diálogo e a troca de informações sobre a problemática da escassez de água e sua reutilização.

O fórum tem continuidade na tarde de hoje com a apresentação do projecto do museu da água do Mindelo e o lançamento do livro “História de Abastecimento da Água à Cidade do Mindelo”, iniciativas da Associação Aga nos Vida, em parceria com a Electra.

AA/FP

Inforpress/Fim

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