São Vicente: Conselho Directivo do IMar vê novo PCCS como “grande avanço” e greve “sem razão”

Mindelo, 21 Nov (Inforpress) – O presidente do Conselho Directivo do IMar disse hoje que o novo Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS) do instituto constitui um “grande avanço e uma vitória” para os colaboradores, daí descartar justificações para a greve.

Em conferência de imprensa, hoje, no Campus do Mar, na véspera da greve de 48 horas dos funcionários, anunciada para terça-feira, 22, o presidente do Conselho Directivo do Instituto do Mar (IMar), Malik Lopes, reforçou que “finalmente” os quadros do instituto, “12 anos depois sem regularização das diversas pendências”, terão o seu PCCS, “por obra” do Conselho Directivo e do Governo, no âmbito da consolidação do Campus do Mar.

O novo PCCS vai entrar em vigor no último trimestre de 2023, anunciou a mesma fonte, de acordo com a aprovação do orçamento pelo Ministério das Finanças, mas com efeito a partir de Outubro de 2023.

Questionado sobre o estender da entrada em vigor do novo PCCS para o final do próximo ano, Malik Lopes justificou que o orçamento disponível é para a partir dessa altura e porque há tramitações a serem feitas, nomeadamente homologação pela tutela administrativa e posterior seguimento para o Ministério das Finanças para aprovação final.

“Esse tempo corresponde ao necessário até a sua implementação”, declarou a mesma fonte, pelo que, admitiu, num processo “tão sereno e progressivo” o Conselho Directivo do IMar não consegue explicar a razão para uma greve.

“Acreditamos que possa ser por questões e intenções outras que só os sindicatos podem explicar, porque o PCCS não é assunto para greve devido à socialização e à comunicação que tem havido”, sintetizou, até porque o Conselho Directivo responde a tutelas e não tem poder para decidir que o PCCS entra em vigor amanhã, pois “há várias variáveis” que entram para a decisão.

“O importante é olhar para o lado do ganho, positivo, ou seja, a partir de Outubro de 2023 os funcionários terão o salário actualizado com impacto na melhoria da vida pessoal e profissional”, finalizou Malik Lopes.

Os trabalhadores do Instituto do Mar iniciam terça-feira, 22, uma greve de 48 horas para denunciar o pagamento de salários precários e exigir o Plano de Cargos Carreira e Salários (PCCS) e outros instrumentos de gestão.

Esta Informação foi avançada à Inforpress pelo secretário permanente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (Sintap), Luís Lima Fortes, que indicou que a greve se inicia pelas 07:30 de terça-feira, 22, e termina na quinta-feira, 24, a mesma hora.

AA/ZS

Inforpress/Fim

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