São Vicente: Comerciantes reclamam de vendas muito fracas para dia dos namorados

Mindelo, 14 Fev (Inforpress) – Os comerciantes, no Mindelo, reclamam de venda “muito fraca” das habituais prendas para o “Dia dos Namorados”, assinalado hoje, e culpam a pandemia da covid-19 pela situação que difere, e muito, dos anos anteriores. 

Ao que parece, até o amor, ou então a troca de presentes no Dia de São Valentim, também se ressentiu da crise provocada pela pandemia da covid-19 e quem o diz são os comerciantes do centro do Mindelo abordados pela Inforpress. 

Lígia Oliveira, proprietária da Boutique Baton Rouge confirmou que o movimento está “muito parado e nada comparado com os anos anteriores”. 

“Com essa pandemia, fica um pouco complicado, porque acredito que as pessoas estão com receio de comprar e só fazem reservas, mas é complicado prever”, sustentou a comerciante, em declarações à Inforpress, na sexta-feira, e guardava a esperança de que as coisas melhorassem no sábado e domingo, já que, normalmente, a maior parte das pessoas deixam as compras para a última hora. 

Lígia Oliveira disse ter um leque variado de presentes, que vão desde lingeries, quadros, dizeres, “muito procurados por adolescentes”, ursos e perfumes que variam dos 200 escudos a perfumes de cinco mil escudos. 

Na Boutique China, o cenário apresenta-se parecido e os atendedores Janaína Sousa e Fredson Dias dizem verificar “pouca saída” apesar da preocupação em fazer a montra e criar prendas para “todos os gostos e bolsos”. 

“Este ano está muito difícil. No ano passado, por essa altura, já tínhamos vendido muita coisa, mas neste momento estamos a vender à conta-gotas”, considerou Janaína Sousa, que lamenta ter o lugar “às moscas”. 

Outra a reclamar do fraco movimento é a chinesa Fan, da loja Linda China, que disse estar “tudo muito difícil” nos tempos actuais. 

No meio de tantas lamentações, a proprietária da Boutique Bijou, Nanny Vera-Cruz, é a que se mostra mais optimista e assegurou não ter motivos de queixa das vendas no seu estabelecimento. 

“As pessoas estão a comprar os presentes para satisfazer o namorado ou a namorada e acredito que devo vender a maior parte das coisas que aqui tenho”, disse, apontando mais saída de produtos como ursinhos, quadros de dizeres, lingeries e “um pouco do tudo”. 

“Acredito no amor e no poder dele e é por isso que a Boutique Bijou sempre procura espalhar o amor”, confidenciou a comerciante, acrescentando que cada coração posto na montra tem um significado e mostra a gratidão por cada um dos seus clientes. 

“O amor está aqui desde o mais pequeno coraçãozinho até ao maior”, garantiu Nanny Vera-Cruz, que fala em preços para todos os bolsos, desde 200 escudos até 8.500 escudos, numa “grande variedade de oferta” e com “quase tudo o que se pode encontrar no estrangeiro”.   

Questionada se não se sente afectada pela covid-19, a comerciante disse que sim, já que neste ano, por exemplo, não foi possível efectivar as parcerias com os restaurantes que ofereciam prendinhas aos vários casais de namorados nos jantares. 

Os mesmos restaurantes que também reclamam da crise e da “pouca adesão” aos pacotes oferecidos. 

No caso do hotel Don Paco, a responsável de recepção e reservas, Charlina Miranda, disse que até sexta-feira não tinham qualquer reserva para os pacotes de jantar e também os que incluem ainda alojamento e “pequeno-almoço especial” do Dia de São Valentim. 

“Apesar de as pessoas deixarem tudo para a última hora, mas nos anos anteriores, por esta altura, já tínhamos já algumas reservas e confirmações”, explicou a mesma fonte, enumerando os pacotes, que vão desde jantar individual a 2.200 escudos ao jantar de casal com direito a alojamento e pequeno-almoço a 7.440 escudos. 

No mesmo barco também está o Hotel Porto Grande, que, conforme a responsável de alojamento, Dirce Andrade, registou “pouca adesão” ao jantar especial de São Valentim, que dá direito a cocktail de entrada, entrada “o primeiro olhar”, principais “sabor divinal” e sobremesa “beijo carnudo” a 4.500 escudos/casal, que serão animados pelo dueto Khyra Tavares e Vamar Martins. 

LN/HF

Inforpress/Fim 

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