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São Vicente: Comerciantes da Praça Estrela reclamam de “vendas fracas” para este Natal

Mindelo, 21 Dez (Inforpress) – Os comerciantes da Praça Estrela, no Mindelo, reclamam de “vendas fracas” para este Natal que se avizinha e de estar a ser “pior” que o ano passado, num cenário que também nem escapam os chineses.

Quanto já se contam pelos dedos de uma mão os dias que faltam para o Natal, os comerciantes da Praça Estrela, que já teve os seus tempos áureos numa outra época, dizem-se um tanto ou quanto “desalentados” quanto ao volume de vendas.

É o caso de Josina Lopes, que como empregada de uma das barracas assegurou que até agora o lugar se mostra “às moscas”.

“O movimento está muito fraco, talvez as pessoas ainda estejam à espera de receber o vencimento, ou não há mesmo dinheiro para comprar”, considerou a jovem que disse estar a trabalhar ali pela primeira vez.

Mas, Raquel Pina que já tem alguns anos de Praça Estrela ajudando o marido que é artesão também tem a mesma percepção.

“Isto está muito mal, está tudo parado”, considerou a comerciante, para quem desde há cinco anos que as vendas ficam “cada vez mais fracas” também pelo facto de São Vicente estar “estagnado”.

Esta “estagnação” que Maria de Lourdes dos Santos, mais conhecida por Tá Colito, garantiu ser pela falta de voos da TACV de e para São Vicente e pelas “passagens exorbitantes” que têm que pagar na TAP.

“Como é que os comerciantes do Sal ou da cidade da Praia pagam cerca de 37 contos e nós de São Vicente pagámos 57 contos para o mesmo destino, com as mesmas horas de voo e o mesmo trajecto?”, questionou, adiantando ser uma “situação lamentável”, que não os têm permitido arriscar a ir fazer compras “nem sequer no Senegal”.

Até porque, segundo a mesma fonte, existe o outro “problema” de fazer chegar às mercadorias à São Vicente, que não conseguem trazer nos voos da Binter e depois são obrigados a deixar as compras retidas na capital ou na ilha do Sal.

“Ficamos lesados e São Vicente está praticamente parado”, criticou a comerciante, que está há 20 anos na Praça Estrela e vê o “sufoco piorar” a cada ano, ainda mais depois da “vinda dos comerciantes estrangeiros”.

Estes estrangeiros, como os chineses que, por seu lado, não têm uma opinião muito diferente das vendas para o Natal, asseguram que está “pior” que em 2017.

“A venda está muito fraca e qualquer dia todos os chineses voltam para a China”, disse uma das comerciantes, que se mostraram de poucas palavras, mas todos com o mesmo parecer de um “tempo ruim”, que atinge também uma das boutiques mais antigas do Mindelo, a Boutique Nanny, tal como nos informou uma das empregadas.

Entretanto, a única que contrasta este cenário é a loja de brinquedos da Terra Nova, que, segundo a responsável, Arlete Fortes, tem tido “enchentes” todos estes dias.

“Não temos razões de queixa, e as vendas estão muito bem e todos os dias temos gente aqui a fazer as suas compras de prendas para o Natal, que normalmente dá-se prioridade às crianças”, assegurou a comerciante, que espera ainda “mais afluência” neste final de semana.

Pelo sim pelo não, os comerciantes disseram estar com “esperança” que as “coisas melhorem” nestes últimos dias para o Natal ou, quem sabe, para o final de ano.

O certo é que as festas no Mindelo ainda se mostram tímidas, e mesmo a movimentação habitual dos emigrantes e estrangeiros não ganhou a tal expressão vista nos últimos anos.

LN/ZS

Inforpress/Fim

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