São Vicente: Comandante da Guarda Costeira pede ao Estado para dar “devida prioridade” ao mar

 

Mindelo, 11 Out (Inforpress) – O comandante da Guarda Costeira solicitou hoje ao Estado para dar “devida prioridade” ao mar e assim o país possa assegurar a concretização desse “enorme potencial económico” e impedir “ameaças à soberania” e aos seus “legítimos interesses”.

O Capitão de Navio Pedro Santana, que discursava na cerimónia comemorativa do 24º aniversário da Guarda Costeira, concretizou que o modelo da Autoridade Marítima em Cabo Verde “deve ser revisto” para um outro capaz de, frisou, conferir “ao Estado no mar” a “necessária unidade de esforços” e a utilização “criteriosa, racional e inteligente” dos recursos humanos e materiais disponíveis, pondo assim cobro a “duplicações de capacidades” desnecessárias.

A ambição da “devida prioridade ao mar”, segundo a mesma fonte, deve ainda passar pela capacitação da Guarda Costeira para, assim, elevar os níveis de operação, reforçar a manutenção dos navios e das aeronaves, bem assim à aquisição de meios navais e aéreos “mais modernos e adaptáveis” às condições geográficas do país e às missões deste ramo das Forças Armadas.

O terceiro elemento, apontou o comandante da Guarda Costeira, é a formação dos quadros, “uma das prioridades deste comando”, que se revela de “importância extrema”, por, apontou, “não exitir” uma Guarda Costeira “pronta, credível e eficiente” sem pessoas “competentes, preparadas e motivadas”.

“É minha convicção de que Cabo Verde e as Forças Armadas devem voltar-se cada vez mais para o mar”, ajuntou, esse “espaço de oportunidade” que se abre ao arquipélago e “uma exigência da geografia”.

“Cabo Verde poderá contar sempre com a sua Guarda Costeira”, concluiu o comandante Capitão de Navio, Pedro Santana, que ainda aproveitou a ocasião para elogiar a “dedicação ímpar” de todos os que servem este ramo das Forças Armadas.

Embora a data tenha sido comemorada desde anos anteriores, o dia da Guarda Costeira e do seu patrono, Eduardo Santos, combatente da liberdade da pátria conhecido através da alcunha “Tchifon”, foi instituído através da resolução nº 6/2010, de 5 de Abril.

AA/ZS

Inforpress/Fim

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