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São Vicente com mais de três mil ninhos de tartarugas atingidos até final de Agosto – Biosfera 1

Mindelo, 04 Set (Inforpress) – A ilha de São Vicente já tem mais de três mil ninhos de tartarugas marinhas identificados até final de Agosto e maioritariamente na Praia Grande, conforme informações da coordenadora da campanha de protecção da Biosfera 1. 

Até 31 Agosto, a organização não-governamental (ONG) ambiental identificou 3.256 ninhos, 5.200 rastos e 19 ninhos transladados, segundo avançou Isabel Rodrigues à Inforpress.

Conta-se, por outro lado, oito indícios de captura desde o início da época de proteccão, que arrancou no mês de Junho.

“Não identificamos as pessoas em flagrante, mas dizemos que há vestígio de captura, porque conseguimos ver as marcas de saída das tartarugas do mar, mas não encontrámos as de regresso”, explicou a mesma fonte.

A Biosfera 1 tem a seu encargo a monitorização das praias da costa norte de São Vicente, sendo a Praia Grande aquela com mais actividade de desova, algo já habitual todos os anos.

Neste ano, conforme Isabel Rodrigues, ja são 1.335 ninhos até final de Agosto, um número que deixa a equipa satisfeita, tendo em conta a época passada em que houve um “boom” de ninhos.

“A época tem sido positiva, porque no ano passado tivemos um boom com muita desova e agora esperávamos ter menos. Os números até que diminuíram, mas não tanto como prognosticamos, então tem sido muito positivo”, enfatizou a bióloga, acrescentando que vão continuar no terreno até meados de Outubro, altura em que acontece o máximo das eclosões dos ninhos.

Além de Praia Grande, Calhau, Norte de Baía, Palha Carga e Calheta a Biosfera também tem monitorizado a praia de João Évora (Jon d´Ébra, como é mais conhecida) devido a frequência de ataques de cães selvagens às tartarugas.

“Temos colocado pessoas vigilância de noite até de manhã para afastar os cães e pelo menos desde meados de Agosto não registamos mais nenhum ataque”, disse a bióloga, acrescentando que Jon d´Ébra “não é uma praia de muita actividade”, neste momento só tem 38 ninhos, mas os ataques de cães exigiram a deslocação de uma equipa.

A associação contabilizou, desde o início da época de desova, oito tartarugas atacadas, sendo que três delas acabaram por morrer.

Isabel Rodrigues regozija-se, por outro lado, de já estarem a nascer as tartaruguinhas, agora no mês de Agosto, de ninhos identificados em inícios de Junho, tendo em conta que o período de eclosão é, normalmente, de 45 a 60 dias.

Um fenómeno que, defendeu, pode ser ameaçado com a frequência das praias, principalmente aos fins-de-semana em que as pessoas vão acampar de noite acompanhadas de música alta e luzes brancas dos faróis dos carros direccionados para o mar, que afectam muito as tartarugas.

“Estamos no Verão e férias e em todas as praias temos esse problema, mas temos apostado na sensibilização e não podemos fazer muito mais que isso”, asseverou a bióloga, que pede “mais compreensão” das pessoas.

Além de São Vicente, a Biosfera 1 também coordena outra campanha de protecção na reserva natural de Santa Luzia, que, até 25 de Agosto, contabilizou 5.997 ninhos, 15.571 rastos e 128 tartarugas encontradas perdidas, sendo que dez destas morreram.

Neste local, onde não há ameaça humana e nem de outra espécie, a ONG já tem destacado 40 ninhos para fazer estudo de sucesso, mais concretamente na Praia Francisca, e 12 para verificar a variação de temperatura e determinar o sexo das tartarugas nascidas nesta época.

Isto porque, conforme explicou Isabel Rodrigues, quando a temperatura é muito alta, normalmente nascem mais fêmeas, mas quando acontece o contrário, são mais machos a nascer.

LN/CP

Inforpress/Fim

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