São Vicente: Clube Hípico do Mindelo com projecto social para trabalhar com crianças deficientes

 

Mindelo, 16 Abr (Inforpress) – O Clube Hípico do Mindelo (CHM) tem em carteira um projecto social para trabalhar com crianças deficientes através da hipoterapia, uma “técnica sensível” e que necessita de técnicos capacitados, disse à Inforpress a presidente da direcção Nídia Araújo.

Segundo a responsável, trata-se de um projecto que consta do plano de actividades do clube, que neste momento apenas necessita de pessoal capacitado para arrancar.

“Estamos a correr atrás de especialistas que nos possam trazer essa capacitação para o efeito”, reforçou a mesma fonte.

A completar o segundo ano de mandato da actual direcção, Nídia Araújo, veterinária de profissão que dirige o clube, considera que o CHM vive um “momento de viragem” e com “ganhos a assinalar” e entrada de parceiros, após uma fase em que “caiu no esquecimento”.

“Agora que o Clube Hípico do Mindelo está a reerguer-se prevemos fazer muitas actividades”, lançou a mesma fonte, especificando que uma outra ideia é avançar com provas saltos de cavalo, embora o clube registe, neste momento, défice de cavalos de salto.

“Infelizmente não temos cavalos ainda treinados para saltos, mas nas nossas aulas de equitação vamos dando instruções às pessoas até chegar ao ponto de ter de novo cavalos para saltos”, ajuntou a presidente do CHM.

Anualmente, o CHM efectua duas corridas de cavalos, a 22 de Janeiro, para assinalar o dia do Município de São Vicente, e em Agosto, por ocasião do Festival Internacional de Música da Baía das Gatas, provas que vêm sendo realizadas em parceria com a Associação Conquista, congénere do CHM em São Vicente.

Conta 15 cavalos e disponibiliza nas suas instalações, no Campinho, cavalos para as pessoas aprenderem a montar, uma forma, sintetizou Nídia Araújo, de os interessados interagirem com os animais.

“O clube está aberto a qualquer tipo de trabalho social e na área do desporto, qualquer tipo de evento, temos o nosso espaço aberto desde que se cumpram os princípios do clube que são saúde, desporto e ambiente”, concretizou a jovem presidente do CHM.

Trata-se de um clube que enfrenta dificuldades financeiras e, por isso, realiza regularmente diversas actividades de angariação de fundos, como foi o caso da 1ª Feira de Pecuária, realizada nas suas instalações durante o dia de sábado, 15.

Neste caso concreto, a presidente do CHM assinalou três “objectivos primordiais”, ou seja, divulgar o CNM e o hipismo e trazer as pessoas ao clube, angariar fundos e promover a pecuária de São Vicente.

Aliás, a propósito de pecuária, Nídia Araújo não concorda com a ideia de que São Vicente não tenha pecuária.

“Pelo contrário, a ilha tem um grande plantel caprino e suíno, com uma grande produção de porcos e boa criação de cabras”, indicou, apesar, acrescentou, da escassez de chuvas, “um problema”, já que os animais sobrevivem a base de ração.

Por isso, o CHM decidiu abrir as portas aos criadores para expor os seus animais e promover a venda, ou seja “dar saída” aos animais, uma vez que se trata de uma área, ajuntou, que “sofre muito” na ilha devido ao problema da valorização do produto.

Nídia Araújo considerou ainda que a Feira de Pecuária, exposição e venda de animais como galinhas, porcos, patos, cavalos, coelhos, cabras, perus, leitões, bois, vacas, cavalos, gansos e pássaros ornamentais, entre outros, “é para continuar”.

“Esta edição foi um sucesso e a ideia é transformar a feira num certame interactivo, dinâmico, e assim atrair mais pessoas e valorizar a actividade pecuária na ilha”, concluiu Nídia Araújo.

AA/ZS

Inforpress/Fim

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