São Vicente: Cerca de cem professores aderem à manifestação para mostrar descontentamento

Mindelo, 13 Fev (Inforpress) – A parada e marcha organizadas pelo Sindicato Nacional dos Professores (Sindep) teve hoje, no Mindelo, a participação de cerca de uma centena de professores que quiseram mostrar descontentamento com a “falta de compromisso” do Ministério de Educação. 

O secretário-executivo do Sindep, Nelson Cardoso, avançou à imprensa que a manifestação insurge-se contra as promessas feitas pelo actual Governo de zerar pendentes e de cumprir o estatuto da classe com os orçamentos de 2019 e 2020. 

“O que não aconteceu, ou seja, o ministério ignorou por completo o estatuto dos professores”, considerou a mesma fonte, para quem o actual Governo deitou para o chão os acordos para requalificações, promoções, e até agora estão a ser cumpridos somente os pendentes constantes do Boletim Oficial (BO) de 12 de Abril de 2016.

Por isso, ajuntou, o Sindep decidiu reagir agora, já que há muito que tentava o diálogo com a anterior ministra de Educação, que nunca quis receber os sindicatos. 

“O actual ministro mostrou abertura, mas é tarde. Esperamos até ao fim, até ao último orçamento para ver se havia alguma coisa, portanto os professores são tolerantes e os sindicatos também são tolerantes”, ressaltou Nelson Cardoso, adiantando que não havendo nada os professores têm “todo o direito de manifestar a sua insatisfação”. 

“E o Sindep sempre vai estar com os professores, desde que haja um professor com problemas”, assegurou o responsável sindical, que denunciou situações de “ordens de serviço com pressão e intimidação e sem consultar as pessoas”. 

Os cerca de cem docentes deram início à iniciativa com uma parada na Praça Dom Luís e depois uma marcha seguindo o trajecto Avenida 05 de Julho, Praça Nova e por fim a Delegação do Ministério de Educação. 

O Sindep, conforme o secretário-executivo, representa “mais de 50 por cento (%)” dos professores do País e em São Vicente conta com cerca de 75% de docentes da ilha, desde o pré-escolar até o ensino superior.  

LN/HF

Inforpress/Fim

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