São Vicente: CCB quer tornar acesso ao financiamento de fundos climáticos “mais fácil e célere” – responsável

Mindelo, 05 Nov (Inforpress) – A Câmara de Comércio do Barlavento (CCB) organiza a partir de hoje, no Mindelo, uma formação para facilitar processos de mobilização de recursos para projectos de energias renováveis e eficiência energética, revelou o secretário executivo da CCB.

A acção formativa realizada em parceria com o Ministério da Industria, Comércio e Energia e enquadrada no Programa de Apoio ao Sector de Energias Renováveis (PASER), tem por objectivo, segundo Adriano Cruz, tornar o acesso ao financiamento “mais fácil e célere” e, sobretudo, colmatar as dificuldades que habitualmente se colocam aos projectos em Cabo Verde.

“É sobretudo a capacitação de gestores e de especialistas, que terão essa responsabilidade de busca de financiamento e com foco nas diferentes etapas de candidatura, os princípios, requisitos e procedimentos associados”, explicou o responsável da CCB.

Sob o lema “Financiar Projetos de ER e EE num Contexto de Financiamento ao Desenvolvimento“, esta formação iniciada hoje e que se prolonga até sexta-feira, pretende ainda, segundo a mesma fonte, ultrapassar um dos principais obstáculos ligados às dimensões dos projectos nacionais que, “com dificuldade” chegam a um milhão, um valor “bem inferior” dos estabelecidos por muitas entidades financeiras internacionais.

“Este é um problema, que tem que ser ultrapassado e acredito que por esta via podemos encontrar soluções alternativas para chegar aos financiamentos”, lançou Adriano Cruz, adiantando que a formação se insere num programa maior de criação de uma “unidade comum” de mobilização de recursos, que está na fase final de consultoria.

“Esta deverá funcionar 24/24 na mobilização de recursos internacionais e terá toda a informação daquilo que acontece no mundo, com os cursos lançados e ajudas, por exemplo pela União Europeia”, garantiu, e em sentido inverso vai-se estudar onde os “diferentes projectos” podem ser encaixados para financiamento.

A acção formativa, que conta com financiamento da Cooperação Luxemburguesa tem a participação, segundo a mesma fonte, de 24 entidades, tanto públicas como privadas.

LN/FP

Inforpress/Fim

 

 

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos