São Vicente: Casa de Portugal no Mindelo pronta num prazo máximo de três anos – responsáveis

Mindelo, 16 Jan (Inforpress) – A Casa de Portugal no Mindelo, que terá uma vertente cultural e outra de apoio consular, deve ficar concluída num prazo máximo de três anos, num terreno contíguo ao edifício da Aliança Francesa, na Praça Dom Luís.

A confirmação surge na sequência da assinatura, na manhã de hoje, nos Paços do Concelho de São Vicente, de uma adenda ao protocolo de cedência do terreno, que tinha sido rubricado em Junho de 2010, pelo presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, e pelo presidente do Instituo Camões (IC), Luís Faro Ramos.

Será um edifício com uma área coberta de 425 metros quadrados e que se desenvolverá por três pisos.

O responsável do Instituto Camões deu conta, após a assinatura da adenda, de “uma grande satisfação” e agradeceu, na ocasião, “a disponibilidade e a paciência” do presidente da câmara “ao esperar esse tempo” e “manter o terreno disponível” para a Cooperação Portuguesa.

“A partir deste passo vamos iniciar os trabalhos para, num prazo máximo de três anos, termos construído o nosso centro cultural”, concretizou Faro Rodrigues, indicando que o edifício vai também albergar as instalações consulares de Portugal no Mindelo.

“Vai ser uma Casa de Portugal do ponto de vista cultural mas também do apoio consular que Portugal presta nesta ilha”, concretizou.

Por seu lado, o presidente da Câmara Municipal de São Vicente referiu que a autarquia “sempre teve vontade” de ver a obra concretizada no centro da cidade, por ter “consciência da importância” do edifício para a ilha, já que o projecto faz parte do plano urbanístico da cidade, na sua parte histórica.

“Há vontade de juntos ultrapassarmos as dificuldades e prorrogamos o tempo porque se trata de um sonho do Governo de Portugal e dos sanvicentinos”, lançou Augusto Neves, que lembrou que “há vontade das duas partes”, pelo que é “desta vez que a obra vai arrancar”.

No encontro da manhã de hoje, Augusto Neves e Luís Faro Ramos conversaram ainda sobre a possível transformação da Escola Camões, no Mindelo, que actualmente acolhe a Assembleia Municipal de São Vicente, num espaço a ser trabalhado pelas duas partes para o “fortalecimento da história comum” de Cabo Verde e Portugal, já que a autarquia pretende preservar o nome Escola Camões e a “ligação forte” com Portugal.

Tal ocorrerá quando os serviços da Assembleia Municipal forem transferidos para o edifício onde funcionaram os serviços dos Registos e Notariado, à Avenida 05 de Julho, que, segundo Augusto Neves, vai, “a qualquer momento”, entrar em obras de restauração.

O acto de assinatura da adenda foi testemunhado pela secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Teresa Ribeiro, que hoje cumpre um dia de visita a São Vicente.

Na manhã de hoje, a governante portuguesa visitou a Academia Livre de Artes Integradas do Mindelo (ALAIM) e a Escola Portuguesa do Mindelo e, à tarde, para além de uma visita ao pólo de São Vicente da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), deve deslocar-se ainda ao hospital Baptista de Sousa, onde ficará a conhecer a localização do terreno destinado à construção do centro de hemodiálise, financiado em parte por Portugal.

AA/ZS

Inforpress/Fim

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