São Vicente: Candidatura do MpD denuncia conjunto de situações que “atentam contra a sã convivência democrática”

Mindelo, 20 Out (Inforpress) – A candidatura do MpD aos órgãos autárquicos, em São Vicente, denunciou hoje um conjunto de situações que alegadamente “atentam contra a sã convivência, a valorização das conquistas democráticas e ao direito de todos viverem em paz”.

Em conferência de imprensa, no Mindelo, o director de campanha da candidatura do Movimento para a Democracia (MpD), Emanuel Miranda, referiu-se a uma determinada candidatura, cujo nome não pronunciou, que, alegadamente, envia jovens à sede de campanha do MpD, com “recado do seu próprio candidato a presidente da câmara”, para lhes fornecer alguns sacos de cimento.

“Esses mesmos jovens foram esclarecidos de que a sede de campanha não tem sacos de cimento para dar a ninguém”, clarificou Emanuel Miranda, que lembrou que o MpD “não explora a fraqueza das pessoas” para tirar dividendos políticos.

Trata-se, segundo a mesma fonte, de uma “manobra antiga, desenvergonhada e desumana”, cuja origem e propósitos o MpD “bem conhece”, pelo que a candidatura “não cairá em cilada de tão baixo nível”.

Emanuel Miranda, que esteve ladeado na conferência de imprensa pela responsável local do MpD, Maria Santos Trigueiros, e pelo mandatário da candidatura, Miguel Duarte, insurgiu-se, por outro lado, contra um movimento da sociedade civil, outra vez sem mencionar o nome, pela “forma baixa e grosseira” como vem “atacando de forma sistemática” a pessoa do candidato Augusto Neves.

“Esse mesmo grupo já barrou a passagem da comitiva do primeiro-ministro, tentou denegrir o carácter dos deputados de São Vicente e instiga as pessoas à revolta e à violência”, denuncia Miranda, numa alusão clara ao Movimento Sokols 2017, que para a mesma fonte não conseguiu se organizar para enfrentar o pleito autárquico e agora “se esconde” por detrás da capa de organização da sociedade civil.

Na conferência de imprensa, a candidatura do MpD negou que tenha instigado pessoas para rasgar cartazes dos adversários, “que respeita”, denuncia apresentada pela candidatura adversária do Movimento Mas Soncent, na segunda-feira, 19.

“Não aprovamos, não fizemos e nem iremos fazer actos de tão baixo nível”, reforçou.

Questionado pelos jornalistas sobre a acusação da UCID segundo a qual o MpD utiliza lista de pessoas que não votaram em 2016 para pressionar essas mesmas pessoas a votar agora, Emanuel Miranda disse que quando alguém critica atropelos, então “que leve essa queixa às autoridades, que irão averiguar no terreno para certificar da veracidade ou não”.

“Há muita desinformação que é colocada na comunicação social por alguns actores políticos, mas se têm algo a criticar vão a justiça, porque nós acreditámos na justiça”, precisou.

“No próximo dia 25 a população sanvicentina irá votar massivamente pela democracia e fará escolha livre na melhor candidatura”, finalizou o director de campanha do MpD , que disse esperar “merecer, mais uma vez, a confiança” dos sanvicentinos na escolha dos candidatos do seu partido.

AA/CP

Inforpress/Fim

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