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São Vicente: Candidatura de José Maria Neves denuncia “votação ilegal de dois reclusos, dos quais Amadeu Oliveira” (c/áudio)

Mindelo, 08 Out (Inforpress) – A candidatura de José Maria Neves à Presidência da República denunciou hoje que houve dois reclusos que votaram ilegalmente na Cadeia de Ribeirinha, dos quais Amadeu Oliveira, que não estavam inscrito nos cadernos eleitorais de São Vicente. 

Esta denúncia foi feita em conferência de imprensa, no Mindelo, pela mandatária para as mulheres, em São Vicente, Helena Leite, acompanhada de outras representantes, Arlinda Medina e Elisabete Santos.

Segundo Helena Leite, no processo de votação antecipada desses reclusos houve uma “violação determinante do Código Eleitoral, porque além dos 137 reclusos que estavam inscritos nos cadernos eleitorais de São Vicente também votaram dois reclusos cuja inscrição se encontra nos cadernos eleitorais de Santo Antão.

Conforme a mandatária, estes deveriam requerer a votação antecipada ao respectivo presidente de câmara municipal do município onde estes estão recenseados, ou seja, Ribeira Grande e Porto Novo.

“Dois reclusos de Santo Antão, sendo um da Ribeira Grande e outro do Porto Novo, votaram à margem do caderno eleitoral, por pressão do presidente substituto da câmara de São Vicente, do delegado representante da Comissão Nacional de Eleições (CNE) em São Vicente e com a conivência da directora da Cadeia Civil da Ribeirinha que exerceu uma pressão psicológica fortíssima para coagir os dois reclusos a voltarem, à margem da lei”, denunciou.

A mesma fonte defendeu que os autarcas desses dois municípios de Santo Antão deveriam enviar uma lista nominal dos reclusos e o presidente da câmara de São Vicente, por sua vez, deveria notificar as candidaturas ao delegado da CNE a lista nominal dos reclusos que requereram a votação antecipada, o que não aconteceu.

“Esta lista nominal nunca veio de Santo Antão, pelo menos nunca foi apresentada na mesa da Assembleia de voto, o que quer dizer que ela nunca existiu”, criticou, lembrando que é com a lista que se faz o descarregamento dos votos nos cadernos.

Para Helena Leite, “o mais grave é que os boletins de voto vieram de Santo Antão, enviados pelos presidentes das câmaras do Porto Novo e Ribeira Grande, sem a relação nominal dos eleitores”.

A mesma disse ainda que “não houve nenhuma acta a acompanhar cada voto, com a assinatura dos representantes das candidaturas, nem pelo delegado da CNE, nem pelo presidente substituto da câmara de São Vicente, tal como manda a lei.

Por outro lado, a candidatura denunciou ainda o “impedimento do voto de dois reclusos da ilha de São Nicolau sem que se justificassem os motivos”.

A representante local da candidatura de José Maria Neves Arlinda Medina, que esteve presente na votação na Cadeia da Ribeirinha, disse que manifestou essas irregularidades a um dos votantes, Amadeu Oliveira, advogado e deputado nacional que se encontra preso, mas este insistiu em votar.

Diante desses factos, a candidata disse que enviou um protesto à Comissão Nacional de Eleições, cuja resposta ainda está à espera, mas vai dar seguimento a este caso e não descarta um pedido de impugnação do acto eleitoral.

CD/ZS

Inforpress/Fim

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