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São Vicente: Candidatura de Carlos Veiga acusa a de JMN de intimidação, coacção e violência psicológica contra Amadeu Oliveira

Mindelo,09 Out (Inforpress) – A candidatura de Carlos Veiga à Presidência da República, em São Vicente, acusou hoje a candidatura de José Maria Neves de coagir, intimidar e praticar violência psicológica contra o recluso Amadeu Oliveira no processo de votação antecipada.

A mandatária, Eva Caldeira Marques, falava à Inforpress, em reacção à denúncia da candidatura de José Maria Neves de que “houve dois reclusos que votaram ilegalmente na cadeia da Ribeirinha, um dos quais Amadeu Oliveira, que não estavam inscritos nos cadernos eleitorais de São Vicente”.

Segundo a mandatária que, diz querer que a verdade dos factos seja conhecida, o que testemunham é que, quando Amadeu Oliveira entrou na sala de voto, a candidatura de José Maria Neves fez uma intimidação ilegal, em violação ao Código Eleitoral (CE), ao recluso numa conduta anormal, antidemocrática e inconstitucional.

“Não queriam por nada que ele votasse e quando este recluso, na situação vulnerável em que se encontra, com os direitos constitucionais que tem de votar, a candidatura de José Maria Neves estava lá, em cima dele, perseguindo-o para que não votasse. Ameaçaram-no e intimidaram-no para que não votasse”, frisou Eva Caldeira Marques.

Segundo a mandatária da candidatura de Carlos Veiga, a delegada de mesa da candidatura de José Maria Neves, Arlinda Medina, “foi a responsável por intimidar Amadeu Oliveira, ora dizendo-lhe que ele não ia votar, ora questionando-o se realmente ele ia votar, à frente de todos que se encontravam na sala”.

“Isto é uma violação ao CE e um crime no nosso Código Penal. Era intimidação, coacção e violência psicológica que estava a acontecer. Há um recluso que se autoproclama de preso político por uma causa, que proclama que está na situação em que está por uma causa que ele defende e eles pressionaram-no psicologicamente durante todo o tempo, a dizer ‘ninguém vai mais defender a tua cara’. Ninguém vai mais olhar na tua cara, eu não acredito que tu vais votar”, alegou Eva Caldeira Marques.

Entretanto, sobre afirmações da candidatura adversária de que os dois reclusos não constavam da lista nominal dos reclusos que requereram a votação antecipada, a mesma fonte disse que este facto não compete à candidatura de Carlos Veiga responder mas, sim, à Comissão Nacional de Eleições (CNE). 

Mas a mesma garantiu que puderam testemunhar que os dois reclusos provaram que a cadeia tinha o processo deles de solicitação de voto antecipado, até 20 dias anteriores à data marcada da eleição. 

“Isso eles fizeram e puderam-no provar. Enviaram à câmara municipal do local onde são recenseados e à câmara do Porto Novo e a da Ribeira Grande enviaram os processos para a Câmara Municipal de São Vicente, que é o que o Código Eleitoral (CE) manda. Pelo menos, vimos que esses eleitores cumpriram com os requisitos necessários para votarem antecipadamente”, explicou, realçando que é normal que, num processo democrático, o CE permita à candidatura de José Maria Neves reclamar invocando irregularidades que serão analisadas pela CNE, que dará o seu parecer.

CD/HF

Inforpress/Fim 

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