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São Vicente: Cabo Verde tem taxa de prevalência de 0,6 % do VIH–Sida na população (c/áudio)

Mindelo, 07 Out (Inforpress) – A secretária-executiva do Comité de Coordenação do Combate à Sida, Maria Celina Ferreira, disse hoje, no Mindelo, que Cabo Verde tem uma taxa de 0,6 por cento (%) do VIH-Sida na população, sendo as mulheres as mais afectadas.

Maria Celina Ferreira falava à imprensa à margem do ateliê de formação em matéria de Prevenção de Transmissão Vertical no contexto da eliminação dirigido a mais de 30 técnicos das estruturas de Saúde de São Vicente e Santo Antão.

No entanto, segundo a responsável há algumas populações mais expostas que têm a prevalência do VIH-Sida que varia de 2,0 a 6,0%.

“Estamos numa fase controlada. Tem sido feito um trabalho para aumentar a despistagem do VIH, com mais pessoas a fazerem testes, mais detecção e garantir o tratamento precoce”, assegurou a secretária-executiva do CCS-Sida.

No que se refere à transmissão vertical do VIH-Sida, ou seja, de mãe para filho, a mesma fonte avançou que a taxa se situa a menos de 2,0%. Isto porque, explicou, todas as grávidas têm acesso às consultas de pré-natal e fazem testes de VIH-Sida e de sífilis, logo nas primeiras consultas.

“As crianças nascidas de mães seropositivas também continuam negativas e nós estamos nesta fase de preparação de um relatório que será submetido à OMS para ser avaliado e posteriormente declarada a certificação”, ajuntou reforçando também que a taxa de transmissão da sífilis é zero, pelo que a estratégia de Cabo Verde é chegar à eliminação para que nenhuma criança nasça com VIH-Sida e com sífilis.

E este é, segundo apontou, uma das razões da realização do ateliê que está inserido no Programa de Eliminação da Transmissão Vertical do VIH -Sida e da sífilis.

Por sua vez, o representante da Direcção Nacional da Saúde, Carlos Brito, da coordenação do Programa Nacional de Luta e Controle de Doenças Sexualmente Transmissíveis, incluindo o VIH, disse que na eliminação da Transmissão Vertical do VIH há três lacunas no sistema de Saúde que precisam ser sanadas.

A primeira, explicou, é a necessidade de “ter um sistema de informação sanitária mais reactivo, mais fiável e que retrata de uma forma inequívoca aquilo que é a realidade do País”. A segunda lacuna, conforme o responsável, é fazer avanços em matéria de integração do sistema de Saúde, de forma a que a atenção primária seja integrar com a atenção hospitalar para se poder atingir os resultados que se almejam.

E nesta matéria vocês sabem que ainda há muito a fazer, há muito a avançar para que possamos ter toda a continuidade e que as pessoas possam atingir o nível de atendimento que necessitam, no momento adequado, e que a informação possa acompanhar a pessoa e que esteja disponível quando necessária”, sustentou.

Para Carlos Brito, o terceiro desafio é cumprir a equidade e salvaguardar direitos humanos no acesso ao tratamento no sistema de Saúde, para que todas as pessoas possam ter um acesso equitativo e igualitário e que possam, de uma maneira livre, fazer o seu tratamento do VIH.

É que lembrou que, apesar de Cabo Verde ter uma “prevalência do VIH, na população em geral, relativamente baixa, a prevalência em grupos específicos é muito elevada”.

“Por exemplo, nos trabalhadores do sexo e seus clientes temos números de quatro, cinco, seis ou nove por cento, dependendo dos estudos que foram apresentados, ao longo do tempo. Nos homens que têm sexo com homens essa prevalência é muito elevada e é sempre superior a 3,0 ou 4,0%. Nos deficientes essa prevalência é também superior a 3,0%”, clarificou.

CD/HF

Inforpress/Fim

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