São Vicente: Cabo Verde conhece experiências internacionais sobre governança e monitorização dos oceanos

Mindelo, 26 Nov (Inforpress) – China, Portugal, Alemanha e outros países partilharam hoje as suas experiências sobre a governança e monitorização dos oceanos durante o primeiro painel de debate do Cabo Verde Ocean Week (CVOW), evento que decorre no Mindelo até sexta-feira.

Em declarações à imprensa, o moderador do painel “Governança e monitorização dos oceanos / Políticas de promoção para a sustentabilidade ambiental”, Vito Ramos, do Instituto Marítimo (IMAR ex-INDP) explicou que o tema revestiu-se de uma “importância grande”.

Isto porque, acrescentou, serviu para pensar melhor a questão da saúde dos oceanos e, principalmente, como governar os oceanos, que é uma a questão que “ainda persiste” no Séc XXI.

Conforme o técnico, o que se pôde constatar durante o debate, é que a abordagem da governança, monitorização, e promoção de políticas de sustentabilidade ambiental só é possível se se conseguir fazer uma abordagem colaborativa.

Esta abordagem colaborativa, defendeu, tem que ser feita “no sentido horizontal” no qual participam todos os parceiros e interessados como as instituições, os líderes locais, o Governo e empresas de indústrias e ainda no sentido vertical que abrange a coordenação.

“Tem havido vários esforços de Cabo Verde que tem estado a participar, a colaborar e a estabelecer cooperações com várias organizações internacionais que vão no mesmo sentido de cuidar do oceano. Todos direccionados para o Objectivo do Desenvolvimento Sustentável número 14 das Nações Unidas,” adiantou Vito Ramos para quem a gestão de recursos como as tartarugas é “um bom exemplo das boas práticas” implementadas por Cabo Verde.

Outro exemplo, referiu, é o ‘Marine Spatial Planning’, projecto através do qual o país organiza as actividades social, recreativa, industrial e comercial na zona costeira e nos mares para que não haja conflitos.

Para Vito Ramos são essas práticas que passam de abordagens locais, para serem abordagens regionais e depois globais.

As experiências partilhadas, segundo a mesma fonte, poderão ajudar a definir planos de gestão ambiental em Cabo Verde, país que tem apenas 1,8 por cento (%)de planos para essas áreas, tal como indicou Sónia Lopes, do Escritório Conjunto das Nações Unidas em Cabo Verde.

A presidente da CVOW, Ineida Lima, sustentou que o painel teve como objectivo recolher subsídios e experiências dos vários países participantes e “criar políticas para mediar” a poluição nos oceanos e “soluções” para a sustentabilidade dos oceanos.

Nesta edição do Cabo Verde Ocean Week, que decorre sob o lema “Nosso oceano, fonte de riqueza e bem-estar”, participam mais de 10 países, nomeadamente China, Portugal, Seychelles, Moçambique, Irlanda, São Tomé, Guiné Bissau, Alemanha e Cabo Verde como anfitrião.

CD/CP

Inforpress/Fim

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