São Vicente: Biosfera 1 dá primeiros passos em “novo projecto” que ambiciona valorizar pesca sustentável em Santa Luzia (c/áudio)

Mindelo, 29 Abr (Inforpress) – A organização não-governamental Biosfera 1 já tem em andamento um “novo projecto”, que pretende trabalhar com comunidades piscatórias de São Vicente de forma a valorizar a pesca sustentável, disse hoje o presidente da associação.

Neste momento, conforme Tommy Melo informou à Inforpress, estão sendo dados os primeiros passos com a contratação do pessoal, que irá gerir este projecto-piloto, “bastante acarinhado” pela Biosfera 1 há alguns anos.

O programa será, ajuntou, uma forma de valorização do recurso pesqueiro e vai incidir sobre comunidades, que utilizam a reserva de Santa Luzia como terreno de pesca.

“A ideia é escolher algumas espécies com valor comercialmente e usando toda a protecção legal de captura e de defeso e fazer estes produtos chegar com um valor acrescido no segmento final de restauração”, explicou este activista ambiental.

Por outro lado, segundo a mesma fonte, pretende-se promover a informação e certificação da qualidade e da origem, sem que as unidades hoteleiras pagam mais por isso, mas fazer com que os pescadores recebam mais.

O próprio projecto, assegurou, vai comportar esta diferença de valor, durante o período de duração, dois anos e meio, e o “final ideal” é que os restaurantes e hotéis vejam que realmente o peixe capturado de forma sustentável pode ter um “bocado mais de valor”, porque atrai uma clientela “mais selecta e mais responsável”.

“Nesta primeira fase vão ser envolvidos seis embarcações de pesca, que operam em Santa Luzia e que vão ser seguidos de forma criteriosa para poder se avaliar que, realmente, não estão a utilizar formas de pesca ilegal”, lançou Tommy Melo, que adiantou um orçamento à volta de 150 mil euros (cerca de 16 mil contos) financiado pela Fundação CPF, que trabalha na zona do Mediterrâneo (CPF) e que cooperou antes com a Biosfera 1.

Desta forma, conforme o responsável da ONG ambiental, conta-se promover a “pesca responsável e sustentável”, trabalhando pela “via do contágio”.

“Os outros pescadores vão poder ver que pelo facto dos seus colegas estarem a fazer uma pesca sustentável e responsável estão a ganhar mais e os restaurantes, que podem ter uma clientela que aprecia este produto e que terão os seus restaurantes seleccionados”, concretizou Tommy Melo, que fala em espécies como garoupa e outras, que estão sendo escolhidos com o Instituto Nacional de Desenvolvimento das Pescas (INDP), também parceiro do projecto.

LN/CP

Inforpress/Fim

Facebook
Twitter
  • Galeria de Fotos