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São Vicente: BAD financia estudos preliminares para instalar protótipo de produção de água dessalinizada

Mindelo, 22 Ago (Inforpress) – Os estudos para a implementação, em 2020, do protótipo de produção de água dessalinizada, a partir da mecânica das ondas do mar arrancam este mês em São Vicente, garantiu o coordenador Óscar Melício.

O projecto é financiado pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), em cerca 90 mil contos.

Em entrevista à Inforpress, o coordenador dos estudos do denominado projecto Wave²O  explicou que o protótipo para produção de água dessalinizada a partir da mecânica das ondas do mar deverá ser fixado em finais de 2020, num ponto entre a Praia Grande e o Norte de Baía das Gatas, em São Vicente.

Por agora vão arrancar os estudos preliminares liderados por três consórcios internacionais.

O primeiro estudo “A avaliação da energia das ondas, o processo de batimetria e a caracterização geofísica dos fundos do mar” naquela zona costeira será liderado pelo consórcio formado por três empresas, sendo duas francesas, a iXblue e a Noveltis, e a portuguesa Hidromod.

O segundo estudo sobre “A avaliação do impacto ambiental” será coordenado pela empresa portuguesa Biodesign e o terceiro, sobre “A avaliação da qualidade da água do mar”, será liderada pela empresa das Canárias, Elitoral.

Paralelamente a esses estudos vão ministrar formações a técnicos do Instituto Nacional de Desenvolvimento das Pescas (INDP), que vão trabalhar no projecto, e profissionais de outras instituições ligadas à área.

Conforme Óscar Melício, o projecto para a instalação do protótipo nasceu de uma Start-up norte-americana Resolute Marine Energy (RME), com o apoio do Massachssets Intitute of Technology (MIT) e do Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE), cujo objectivo era fazer face à escassez de água potável com recurso em energias renováveis.

Isto, adiantou, para tentar resolver o problema dos cerca de um bilhão de pessoas no mundo que sofrem por causa da escassez de água ou evitar que mais de dois milhões de pessoas morram por ano como resultado directa ou indirectamente do consumo de água imprópria.

“Desde 2013, quando a empresa Resolute Marine Energy veio para Cabo Verde para ver até que ponto este projecto poderia andar pediu o apoio do INDP, de entidades nomeadamente a Electra, a Universidade de Cabo Verde (UNICV),” avançou Óscar Melício, para quem esta fase de estudos já tem autorização da Administração Marítima e o engajamento do Governo.

Para Óscar Melício este projecto é “inovador e tem todas as condições” para ser adaptado em Cabo Verde, uma vez que se trata de “um país com quase 50 anos de experiência” na produção de água dessalinizada do mar, mas com recurso a combustíveis.

A  terceira fase do projecto Wave²O será a produção industrial de módulos maiores com capacidade para a produção de cerca de 4.000 metros cúbicos de água/dia e, depois, a comercialização da água potável para consumo.

CD/AA

Inforpress/Fim

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