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São Vicente: Augusto Neves quer todos os eleitos na câmara a trabalhar para a ilha

Mindelo, 18 Nov (Inforpress) – O presidente reeleito da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, pediu hoje a todos os eleitos, durante a instalação dos órgãos autárquicos, para se sentarem na câmara para trabalharem juntos para São Vicente.

Num discurso em que Augusto Neves privilegiou recados aos seus opositores, o reeleito presidente começou por lembrar que o seu partido, MpD, teve nas autárquicas de 25 de Outubro 1.093 votos, que significa uma “diferença expressiva” de 1.488 votos em relação à UCID, uma “diferença grande” de 4.940 votos em relação ao PAICV e de 8.548 votos para com o Movimento Más Soncente.

Pelo que, no seu entender, o povo, com aquela maioria, que “quis ver dirigindo a câmara e a assembleia municipais” pelo MpD.

Mas, explicou, por serem um partido democrático, estiveram a conversar com as outras forças políticas para ter uma mesa de assembleia plural. No entanto, para Augusto Neves “há outras motivações, para além do ódio, por parte da oposição”.

“Não se pode governar e nem pensar nesta ilha com ódio e rancores, com motivações estranhas e negociatas. Essa ilha se governa com trabalho. E eu peço aqui a todos os eleitos, vamos viver em São Vicente e trabalhar porque aqui ninguém tem asas e red bull para depois voar para as Legislativas”, disse Augusto Neves numa espécie de recado à UCID e ao seu líder.

O autarca afirmou que quer todos os vereadores com ele na câmara a trabalhar por São Vicente, avisando que “não quer que ninguém saia da ilha um mês ou dois meses, depois da posse”, ou que esteja “somente para dar o corpo presente.”

Conforme Augusto Neves, o que se verificou na composição da mesa da Assembleia Municipal “não foi uma geringonça, mas sim uma djagacida”, referindo-se ao facto de se eleger um presidente da assembleia que não é do partido que venceu as eleições autárquicas.

Mas, garantiu que “sabe trabalhar com todos e com as diferenças”.

No entanto, mostrou que “está disposto a outros embates se forem necessário”, acrescentando ainda que “está disposto a sair novamente para demonstrar aos sanvicentinos que o seu programa é o melhor para  desenvolvimento da ilha”.

O recém-empossado presidente da autarquia mindelense  fez questão de realçar que “a lei é clara e que o presidente da câmara é eleito directamente”.

“Dizer que o presidente não é eleito directamente não é assalto mas sim um roubo. O Presidente é eleito diretamente e não há conversa”, esclareceu o autarca, adiantando que “quem quiser fiscalizar a câmara, sendo a Assembleia Municipal ou outra instituição, que o faça a hora que quiser porque a sua equipa é séria e ninguém lhes coloca apelidos”.

Augusto Neves garantiu  também que “vão estar nas outras eleições para dar combate àqueles que querem se aproveitar desta ilha e àqueles  querem usurpar o pouco que a  população tem na ilha”.

Por sua vez, a novel presidente da Assembleia Municipal, Dora Pires, num discurso mais moderado, disse que “o povo ditou uma a câmara plural e são com esses novos tempos que todos têm que conviver”.

A mesma sustentou que a sua eleição foi feita “pela maioria dos eleitos municipais e não por uma via estranha de interesses” e que “saberá honrar esses votos “com toda a simplicidade, humildade e honestidade”.

“O artigo 68 nos pontos 1 e 2 que diz que a mesa é eleita pela maioria absoluta dos votos dos membros da assembleia com efectividade de funções, bem como o regimento. O número 3 diz que compete exclusivamente à assembleia eleger o presidente o vice-presidente e o secretário da mesa”, elucidou Dora Pires.

“Serei uma presidente de todos, todos os eleitores residentes ou fora desta ilha sem discriminação. Todos moram no meu coração e são parte da minha vida. E quando digo todos estou a referir aos que votaram no MpD, aos que votaram na UCID, aos que votaram no PAICV e aos que votaram no Movimento Mais Soncente”, assegurou Dora Pires, para quem a assembleia e a câmara “não têm cor política”.

Aos que acabaram de assumir cargos autárquicos, Dora Pires lembrou que têm a missão de trabalhar para que nas próximas eleições se possa ter uma redução da taxa de abstenção activa, “porque 43 por cento (%) é preocupante”.

A presidente da Assembleia Municipal de  São Vicente desejou continuar a “contar com o apoio do Governo, com tudo aquilo que São Vicente tem direito para poder ascender a níveis mais elevados” e também mostrou a vontade de ter “uma ilha envolvida a 100% para estar permanentemente presente nas decisões da câmara, da assembleia e do Governo”.

Oo ministro do Estado, Fernando Elísio Freire, por seu lado, que testemunhou a tomada de posse  dos novos órgãos municipais de São Vicente,  considerou que a vitória de Augusto Neves “foi o reconhecimento do trabalho que  ele fez”, agradeceu o empenho dos eleitos cessantes  e recordou o trabalho da presidente da Assembleia, Fernanda Vieira, que disse, “contribuiu para afirmação da democracia em São Vicente”.

O ministro referiu que o Governo “trabalha com todos os municípios sem discriminação de qualquer espécie” e com uma “plataforma previsível de relacionamento”.

Defendeu que, neste momento, a relação de parceria “tem um quadro claro de actuação, de financiamento e de co-financiamento e de projectos de financiamento local e regional e para o emprego”.

Para o governante, “São Vicente é uma ilha que nos próximos anos, quando vencerem a covid-19, irá conhecer um crescimento estimulado no investimento privado, ancorado no turismo na economia marítima e nas indústrias criativas”.

Pelo que defendeu que juntos podem “voltar a desenvolver e fazer a ilha crescer”.

No final da tomada de posse, um grupo de 20 jovens protagonizou uma pequena manifestação de apoio à Lídia Lima, que foi candidata do MpD à presidência da Assembleia Municipal, mas chumbada na votação para a mesa definitiva.

O  Movimento para a Democracia (MpD), que venceu sem maioria absoluta,  conseguiu quatro mandatos para a câmara (Augusto Neves, Silmara Sousa, Rodrigo Rendall e José Carlos da Luz), contra nove no mandato anterior, e a União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) elegeu três vereadores (António Monteiro, Neusa Sança e Anilton Andrade).

O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), por seu lado, elegeu dois vereadores (Albertino Graça e Celeste da Paz) e o Movimento Independente Mas Soncent (MIMS) não alcançou nenhum mandato na câmara.

Em relação à Assembleia Municipal de São Vicente, o MpD conseguiu nove eleitos municipais, Lídia Lima, Giliardo Nascimento, Flávio Lima, Ana Filomena da Cruz, António dos Santos, Elisabete Delgado, Domingos Lima, Miguel Duarte, Ana Cardoso.

A UCID, por seu lado, terá uma bancada municipal composta por sete eleitos, Dora Pires, Jorge Humberto da Fonseca, Zuleica da Cruz, Orisa Sequeira, Adrian Lopes, Silvina Teixeira e Júlio Santos Fortes.

O PAICV passa a ter quatro eleitos municipais, o mesmo número de 2016, Leila de Pina, Jean Emmanuel da Cruz, Odair Cruz e Dirce Vera Cruz, e o estreante MIMS passa a ter um eleito municipal, Albertino Gonçalves.

CD/AA

Inforpress/Fim

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