São Vicente: Augusto Neves diz que cultura e turismo são formas “essenciais” de desenvolvimento

Mindelo, 30 Mar (Inforpress) – O presidente da câmara de São Vicente considerou hoje que a mesa-redonda “Turismo urbano, cultural e náutico” resulta de “muito comprometimento e envolvimento” de “muitas forças” que pensam no turismo e na cultura como “formas essenciais” de desenvolvimento.

Augusto Neves, que falava na manhã de hoje, no Mindelo, no acto de abertura do fórum, referiu-se ao turismo como “instrumento distribuidor” de riquezas “com rapidez”, por ampliar as oportunidades de trabalho e renda, o sector que “mais movimenta” uma cidade.

No entanto, alertou, é preciso trabalhar para que a população local esteja preparada para os empregos que podem surgir com este processo, pois não aceita, avançou, que os mindelenses percam oportunidades de emprego e renda por “simples falta de treinamento e qualificação”.

“Mindelo tem tudo para ser a capital da diversidade cultural e do turismo em Cabo Verde, só precisa preparar-se para isso”, ajuntou o autarca, consciente de que, sintetizou, o “desafio é grande” mas que é necessário “voltar a sonhar um sonho colectivo” de uma cidade com qualidade de vida, tranquilidade e perspectiva de futuro.

Da parte do município, aludiu, existe toda a disponibilidade para concretizar acções conducentes a uma cidade limpa, urbanizada e iluminada, que traz subjacente o conceito de segurança pública, “também fundamental” na escolha que faz o turista dos locais que visita e indicará como referência.

Outra “providência essencial”, avançou, para quem aposta no turismo é o cuidado com as “portas de entrada“, aeroportos, portos e estradas de acesso.

“Sabemos o tamanho da dificuldade, mas não nos curvaremos em momento algum diante da responsabilidade”, enfatizou o presidente da Câmara Municipal de São Vicente.

Também interveniente na sessão de abertura, o vice-presidente da Câmara de Turismo de Cabo Verde, Armando Ferreira, enalteceu o esforço do Ministério da Economia em agendar as três mesas-redondas, tidas pelo orador como “grande caminho” para se estabelecer metas e alcançar objectivos, numa actuação articulada com a sociedade civil.

Destacou ainda a importância das câmaras municipais nessa articulação/harmonização das actuações e mostrou-se “optimista” por se tratar de um momento para se analisar a situação actual do sector para que cada um assuma o seu papel.

A mesa-redonda “Turismo urbano, cultural e náutico” é uma iniciativa do Ministério da Economia e Emprego, que junta, durante dois dias, o Governo, as autarquias, investidores e operadores para análise do sector no horizonte 2030.

Vem na sequência de outras duas que já se realizaram nas ilhas da Boa Vista, em Janeiro, e de Santo Antão, em Fevereiro, versando, respectivamente, os segmentos “sol e praia” e “turismo rural e de natureza”.

AA/ZS

Inforpress/Fim

 

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