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São Vicente: Augusto Neves confirma que câmara recebe doação e convida Alcides Graça a recorrer aos tribunais (c/áudio)

Mindelo, 10 Dez (Inforpress) – O presidente da câmara de São Vicente confirmou hoje que a autarquia recebe doações e se Alcides Graça “está tão preocupado” com corrupção na câmara ele, presidente, também quer saber e convida Graça para juntos irem ao Tribunal.

Alcides Graça é o presidente da Comissão Política Regional do PAICV, em São Vicente, que, na semana passada, denunciou, em conferência de imprensa, um alegado “esquema” na venda de terrenos “a dois tempos” pela autarquia, num processo “no mínimo não transparente”.

Em resposta, hoje, também em conferência de imprensa, Augusto Neves disse que Alcides Graça “se esconde atrás do PAICV” para “retratar seus desejos pessoais”, e por “gostar muito de terrenos e lotes, só fala nisso e em corrupção”.

“Mas se este trapaceiro está tão preocupado e se existe corrupção eu também quero saber e convido-o para juntos irmos ao Tribunal, em vez de estar a falar asneiras na comunicação social”, reforçou Augusto Neves.

Relativamente às doações que a autarquia recebe dos empresários quando vende terrenos, tais ocorrem, segundo o autarca, quando um empresário “quer ajudar” na infra-estruturação do terreno, “de forma espontânea”, mas há também doações de camiões, materiais e outras, referiu.

“Nós recebemos doações quando há terrenos em que os empresários queiram construir e esta doação ajuda na infra-estruturação e nos aspectos sociais da zona, aceitamos porque a lei nos confere esta possibilidade”, considerou Augusto Neves, que disse “não ser verdade” que as pessoas só fazem a escritura do terreno após o comprovativo do depósito da doação.

Disse haver vários exemplos de doação em zonas Chã de Alecrim, Santa Filomena e Fonte Mestre, entre outras, porque a câmara “necessita de apoios para resolver problemas de acessibilidade” e que a autarquia também faz hasta pública para terrenos em zonas nobres.

“Todo o procedimento de venda e atribuição de lotes de terreno é feito na câmara municipal e nunca na rua”, respondeu Augusto Neves, relativamente a acusação do responsável local do PAICV, segundo a qual o alegado esquema é executado por “homens de confiança” do município, os quais, “andam com as plantas de localização debaixo dos braços” a vender terrenos municipais “em plena rua”.

Relativamente ao terreno da ex-Congel, na zona da Laginha, que Graça disse estar na posse de informações segundo as quais “parte dele já foi vendido”, Augusto Neves reiterou que o terreno continua destinado a um “grande empreendimento turístico”, com “vários empresários interessados” e “estudos em curso”.

“A câmara ainda não vendeu porque, embora tenha a posse, quem faz a gestão desse terreno é a câmara municipal e a Cabo Verde Trade Invest”, reforçou.

AA/ZS

Inforpress/Fim

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