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São Vicente: Atribuição de habitação de interesse social é trabalho “sério e transparente” – Augusto Neves (c/áudio)

Mindelo, 07 Out (Inforpress) – O presidente da Câmara Municipal de São Vicente disse hoje, no Mindelo, que a atribuição de habitação de interesse social é um trabalho “sério e transparente”, que se inicia no serviço social da autarquia.

Em resposta às acusações da UCID, proferidas na sexta-feira, 04, pelo seu vice-presidente João Santos Luís, segundo as quais houve “falta de transparência” na atribuição de um conjunto de habitações do “Casa para Todos”, Augusto Neves veio hoje, em conferência de imprensa, acusar os democratas-cristãos de lançar “asneira gratuita e pura mentira” para desinformar a população.

Neves explicou, então, que o processo de atribuição de habitações sociais é “delicado e demora muito tempo”, porque depende das habitações disponíveis e existem “milhares de pessoas” com necessidade e à espera, numa ilha, sintetizou, com um défice habitacional de perto de oito mil fogos.

“A atribuição é feita através do cadastro social da câmara e do regulamento de atribuição, que existe “há vários anos”, pelo que, não se pode falar de lista, mas sim de processos, “cadastro, deslocação às casas das famílias, entrevistas, tomar conhecimento do agregado”, enfim, precisou “uma série de procedimentos” até a selecção e atribuição das casas.

No caso das cerca de uma centena de habitações da Classe A do Programa Casa para Todos da Ribeira de Julião 2, o autarca disse que o serviço social da câmara passou mais de dois anos a trabalhar nos processos, num trabalho “árduo e sério”, mas feito com “muita responsabilidade e transparência”.

“A selecção é feita pelo serviço social, não é o presidente, é este serviço que apresenta a proposta à câmara e ao presidente”, precisou.

Por isso, Augusto Neves pediu à UCID e aos seus responsáveis para irem à Ribeira de Julião 2 explicar às famílias contempladas com habitação de interesse social o porquê delas “não merecerem as habitações atribuídas”.

“É uma sem-vergonhice dos responsáveis da UCID”, acusou Augusto Neves, os  quais, continuou, ao tomarem conhecimento da atribuição das casas, logo no fim-de-semana seguinte, “já lá estavam a marcar reuniões” com os novos moradores e agora, na comunicação social, “vêm dizer que essas famílias não merecem as casas”.

“Fizemos uma boa atribuição pois trata-se de famílias de muita necessidade”, finalizou Augusto Neves, que lembrou que a necessidade era tanta que “muitas famílias”  foram morar nas novas casas sem energia e água, mas que já estão a proceder à ligação, já que se trata de um contrato entre o inquilino e a Electra.

As 2.088 casas de Classe A, em todo o país, construídas no quadro do Programa Casa para Todos, pertenciam à Imobiliária Fundiária e Habitat (IFH) mas, em Fevereiro de 2017, o Governo transferiu as mesma para os municípios através da assinatura de um memorando de entendimento com a Associação Nacional dos Municípios de Cabo Verde.

AA/ZS

Inforpress/Fim

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